Mestres da Soflusa recusam trabalho extraordinário por falta de cumprimento de acordo

Os mestres da empresa Soflusa, responsável pela ligação fluvial entre Barreiro e Lisboa, estão a recusar o trabalho extraordinário, exigindo que seja respeitado o acordo para aumentar o prémio de chefia.

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Os mestres da empresa Soflusa, responsável pela ligação fluvial entre Barreiro e Terreiro do Paço, estão a recusar o trabalho extraordinário, exigindo que seja respeitado o acordo para aumentar o prémio de chefia.

Um comunicado conjunto do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM) e da Comissão de Mestres enviado à agência Lusa refere que se sentem «ofendidos, revoltados e magoados», tendo decidido uma suspensão do trabalho extraordinário.

«A falta de respeito do secretário de Estado da Mobilidade e do Conselho de Administração da Soflusa levou a uma suspensão do trabalho extraordinário que estava a ser efetuado para o normal funcionamento das carreiras e do serviço prestado. Até ao dia 18 de junho já tinham sido efetuadas 344 horas extras, ou seja, 43 dias de trabalho, envolvendo todos em 17 dias de trabalho sem descanso» acrescenta o documento.

Segundo o comunicado, foi acordado no dia 31 de maio com o secretário de Estado da Mobilidade, José Mendes, um acordo de alteração dos valores do prémio de chefia, que levou a que fossem suspensas todas as formas de luta em curso na empresa.

A decisão de aumentar o prémio dos mestres, em cerca de 60 euros, levou a que sindicatos de outros categorias profissionais na empresa também avançassem com plenários e pré-avisos de greve, alegando que esta subida causaria uma «desarmonia salarial».

Contudo, o STFCMM e a Comissão de Mestres adiantam, no comunicado, que foram informados que o acordo alcançado em 31 de maio seria suspenso.

«O acordo firmado com boa-fé negocial no final de maio não tem aplicação em nada, os intervenientes no processo, na boa-fé, após as assinaturas do acordo e ata, desmarcaram todas as formas de luta que existem», realçando que o acordo não tem hoje «qualquer valor».

«Até ser reposto o previamente acordado e fazendo jus às palavras do primeiro-ministro, António Costa, que ‘palavra dada é palavra honrada’, estes profissionais vão manter a recusa ao trabalho extraordinário e não descartam outras formas de luta» após a reunião agendada para o próximo dia 28, acrescenta o comunicado.

Este é o dia do próximo encontro entre a administração da empresa e os sindicatos de trabalhadores da Transtejo/Soflusa.

Para sexta-feira e sábado, a empresa já anunciou que existem algumas carreiras que se encontram «sujeitas a confirmação», justificando estas possíveis supressões com o facto de estar em curso o «processo de formação de novos mestres».

Durante o protesto dos mestres em maio, o Governo anunciou a abertura de concurso interno para quatro mestres, bem como a contratação de seis novos marinheiros.

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