Atualidade

Menina cria petição para ‘Levar a língua gestual portuguesa (LGP) para as escolas’

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Uma petição online criada por Ana Caridade, que se apresenta como uma menina «de 9 anos e ando no 4º ano», pretende que a língua gestual seja uma disciplina a leccionar «a todos alunos a frequentar o 1.º e 2.º ciclo».

No texto da petição, que conta já 3.000 assinaturas, Ana Caridade refere que «os meus pais trabalham na área da deficiência, a minha mãe tem uma deficiência e toda a minha vida vivi rodeada de pessoas com deficiência.

Não entendo porque não ensinam língua gestual nas escolas.»

E explica: «existem dois tipos de pessoas surdas: pessoas surdas oralizadas e pessoas surdas não oralizadas.

As pessoas surdas oralizadas podem conseguir fazer leitura labial e muitas vezes conseguem falar com a ajuda de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Por esta razão é muitas vezes possível comunicar sem LGP com pessoas surdas oralizadas e menos difícil para os ouvintes, como eu.

Só que isto não é possível com as pessoas surdas não oralizadas.

Os surdos não oralizados portugueses falam uma língua própria: a língua gestual portuguesa.

A maioria das pessoas ouvintes não sabe falar essa língua, o que torna a comunicação praticamente impossível.»

Após esta explicação, o texto propõe que seja «ensinada a língua gestual portuguesa no 1.º e 2.º ciclo pelo menos para podermos comunicar coisas básicas do dia a dia e tornarmos Portugal um bocadinho mais inclusivo».

E Ana Caridade deixa ainda mais umas ‘lições’ sobre designações da língua portuguesa sobre surdez.

«P.S- Não se diz “surdos-mudos”. Diz-se surdos.

P.S.2- Não se diz “linguagem gestual”. Diz-se língua gestual.

P.S. 3- Usar bigode pode ser uma chatice para se perceber a leitura labial. Não usem bigodes, por favor!».


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