Médicos do Hospital SAMS dispensados em Lay off devido ao COVID-19

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul e a Federação Nacional dos Médicos denunciam situações em que os profissionais de saúde têm de ir trabalhar para hospitais e unidades de saúde após contacto com outros profissionais infectados por Covid-19

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O SAMS confirmou o encerramento de todos os seus serviços de saúde, incluindo o Hospital, e informou o recurso ao regime de lay-off simplificado para todos os seus trabalhadores, por período de 1 mês, com possibilidade de renovação.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) teve conhecimento que o Hospital SAMS tinha 5 dos seus médicos infetados por COVID-19, sendo que 2 deles estão internados no Hospital Curry Cabral e que os profissionais médicos que tiveram em contacto com aqueles infetados mantêm-se a trabalhar, apesar do teste para o COVID-19 ter sido negativo.

Agora o SAMS decidiu encerrar todos os seuse serviços, atitude ‘irresponsável’ que o SMZS condena veementemente «que colocou em risco a saúde dos seus trabalhadores e dos doentes, e que culminou na decisão de encerramento de todos os estabelecimentos de saúde, pondo em causa os direitos e proteção social dos médicos, bem como deixando centenas de doentes sem qualquer acompanhamento».

O SMZS garante que irá atuar «por todos os meios ao seu alcance, tendo em vista, não só a proteção dos seus associados, mas, igualmente, a responsabilização da administração do SAMS pela sua reprovável atuação, nomeadamente ao nível da omissão das condições de segurança e saúde  dos trabalhadores médicos e da total desconsideração pelos direitos destes».

Também a Federação Nacional dos Médicos também alertou para esta situação, referindo em comunicado que «nos últimos dias, alguns centros hospitalares estabeleceram, através de circulares, a indicação de manter profissionais de saúde, que estiveram em contacto próximo não protegido com doentes infetados por SARS-CoV-2, em trabalho regular com máscara cirúrgica, desde que assintomáticos.

As recentes orientações da Direção-Geral da Saúde, na linha, aliás, do que são as orientações internacionais, esclarecem que os médicos cujo contacto não protegido seja de alto risco de exposição devem permanecer em isolamento profilático, durante 14 dias, com restrição para o trabalho.»

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) relembra que a proteção dos profissionais de saúde é uma questão de saúde pública «dado que os médicos são veículos fáceis de transmissão do SARS-CoV-2, pondo em causa a saúde dos próprios e da população. As falhas na quebra destas linhas de transmissão têm sido apontadas como uma das razões para o descontrolo da pandemia noutros países».

A FNAM frisa ainda que «neste momento, foram já impostas aos profissionais de saúde atitudes que contrariam a melhor prática. É incompreensível que decisões com este impacto na vida dos profissionais e de risco potencial para a população sejam assumidas por quem não tem autoridade para tal.»

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