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Médicos católicos criticam votação da eutanásia e afirmam não ser ‘agentes da morte’

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A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) considerou hoje como «um processo insano» a aprovação, pela Assembleia da República, do diploma que legaliza a eutanásia, falando num «dia pesaroso» para o país.

«Com esta lei, o Estado oferece apenas uma opção à maioria dos doentes em sofrimento extremo, a morte a pedido», indica uma nota da AMCP após a votação final global da lei e divulgada pela Agência Ecclesia.

«Por um lado, comovemo-nos e aplaudimos o empenho abnegado dos profissionais de saúde para salvarem todas as vidas de todos os doentes, com e sem COVID-19; em contraste, espantamo-nos com a obstinação dos deputados em consagrar leis que permitem provocar a morte, a pedido, dos mais frágeis, mais doentes e que mais sofrem, num país em que lamentavelmente a maioria ainda não tem acesso aos cuidados paliativos.

Somos médicos e nada nos move mais que o cuidar dos que sofrem.»

A Associação solicita ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para «escutar os portugueses e evite que um dos primeiros atos do seu segundo mandato seja a aprovação de uma lei que torna Portugal membro de um grupo indigno e minoritário de sete países que aprovaram a eutanásia».

A Associação defende que «os médicos não são agentes da morte e a eutanásia não é, a nosso ver, um ato médico. Este não é o tempo de legislar sobre a morte. É o tempo de lutar pela vida e criar condições para tratar dos doentes.

Consideramos que a aprovação de uma lei da eutanásia neste momento é uma afronta ao período mais crítico da história do SNS.»

Como argumento a AMCP refere que a dignidade da vida humana, consagrada na Constituição Portuguesa e no Código Deontológico dos médicos, «é diariamente reafirmada pelo esforço diário e admirável de todos os profissionais de saúde, nas condições limite que a presente pandemia criou».

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