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Mário Rui Baltazar: “(…) temos todas as condições para dar a volta aos 45 anos de CDU”

Mário Rui Baltazar é o candidato do RIR que está preparado para derrubar os 45 anos da CDU em Palmela.

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Mário Rui Baltazar colocou um ponto final na sua filiação com o Movimento Independente para a Mudança (MIM) para abraçar um novo projeto ao tornar-se cabeça de lista do partido Reagir, Incluir e Reciclar (RIR) às autárquicas do concelho de Palmela. Com uma equipa completamente jovem e “escolhida ao pormenor”, o candidato à Câmara Municipal conta que espera reverter a “situação degradante” que Palmela atravessa com a ajuda próxima de Vitorino Silva (Tino de Rans), fundador do partido.

Ainda é autarca na Assembleia de Freguesia e na Assembleia Municipal pelo Movimento Independente para a Mudança (MIM). O que levou a sair deste movimento?

Houve uma altura em que eu pensei retirar-me por completo da política, em que não pensava seguir e de repente houve um volte-face e quando eu me vejo dentro da própria estrutura do MIM não havia uma decisão, ou seja, uma tomada de posição sobre qual seria a minha posição dentro do mesmo, automaticamente após alguns contactos acabei por sair do MIM. A minha pessoa dentro do MIM não tinha pernas para andar, pois sendo uma pessoa que ao longo destes três anos e meio sempre estive ligado ao MIM, sempre dei todo o apoio ao MIM e defendi-o com garras e dentes. E de repente acabo por não me rever num projeto que está a avançar. Como sou uma pessoa que gosta de novas aventuras e novos projetos, acabei por seguir num outro projeto.

Quem é Mário Rui Baltazar?

É um cidadão normal que trabalha de dia e de noite. Que luta pelas causas, ajuda os outros e que está sempre disponível para ajudar o outro.

O que o levou a aceitar este novo desafio do RIR em Palmela?

Este projeto acaba por ser engraçado porque me revejo um pouco dentro daquilo que nós falávamos há pouco em off. A questão do Vitorino que presta serviço público, continua a lutar e a prestar serviço público e principalmente gosta de lutar pelas causas e pelo bem-estar das populações. Acho que este projeto vai ser muito engaçado e estamos a encarar com grande satisfação. E queremos levar avante dentro de todos os contextos.

“(…) temos mesmo de reciclar as políticas da CDU que aqui estão implementadas nos últimos dois mandatos e que com o acompanhamento por parte do PS têm deixado que tudo isto tenho acontecido”

Reagir, incluir e reciclar. Estas palavras serão uma das vossas bandeiras nesta campanha?

Sim, porque o significado do RIR acaba por se enquadrar muito bem dentro do nosso concelho. Porquê? Porque “reagir” engloba o descontentamento social dentro das nossas populações. O RIR acaba por “incluir” os cidadãos nas decisões da própria autarquia, decisões essas de bem-estar e em todos os sentidos deste concelho. E depois o “reciclar” é importante porque temos mesmo de reciclar as políticas da CDU que aqui estão implementadas nos últimos dois mandatos e que com o acompanhamento por parte do PS têm deixado que tudo isto tenho acontecido. Então, queremos mesmo reagir a todas estas situações que estão a acontecer no nosso concelho. Incluir os cidadãos e cidadãs nos nossos projetos e que nos ajudem a desenvolver esses mesmos projetos e a identificar dificuldades que existem dentro do nosso concelho. E reciclar este sistema que está implementado há mais de 40 anos.  Está na altura de darmos uma volta completamente diferente para que possamos retirá-los do poder e trazermos ao concelho de Palmela aquilo que merece.

Num dos posts do Facebook da página do RIR de Palmela diz que Mário Rui Baltazar é a alternativa para os munícipes do concelho de Palmela. O que pensa em fazer como alternativa à CDU que está implementada há mais de 40 anos neste concelho?

Neste momento sou o responsável pela concelhia de Palmela do RIR que foi criada e não existia. É ótimo, neste momento, a juventude estar a aderir a este projeto porque a nossa equipa é uma equipa de juventude. A questão de eu participar é que, neste momento, com o conhecimento que tenho do concelho de Palmela porque trabalho para esta autarquia há 27 anos. Conheço esta autarquia de uma ponta à outra e sei todos os problemas que existem. São problemas que nestes últimos anos têm estado cada vez mais a denegrir a imagem do nosso concelho em todos os contextos. Quem passa pelo nosso concelho deveria levar uma imagem muito mais saudável dele e, neste momento, não leva.

“O problema deste executivo é que ao longo dos anos tem passado essas obras de mandato para mandato”

Vocês estão a apostar muito nas novas tecnologias para apontar o dedo a várias situações que se estão a passar e que podiam já ter sido feitas. Falo sobre a repavimentação de vias, uma das vias estruturas que é o Parque Industrial Vila Amélia em Cabanas na Freguesia de Quinta do Anjo. Portanto, o RIR está atento a tudo o que se está a passar no concelho?

É normal porque a questão de estar dentro da autarquia, a questão de ser de Palmela e ter conhecimento de todo o concelho leva-nos a inteirar de todos os problemas que existem. O problema deste executivo é que ao longo dos anos tem passado essas obras de mandato para mandato. Essas obras já eram para estar concluídas há mais tempo e de momento vamos passando e vamos iludindo os cidadãos e cidadãs com a passagem e vamos “tapando os buracos” onde deveríamos desenvolver mais trabalho para a comunidade.

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Desde a apresentação oficial da candidatura até aos dias de hoje, tens tido algumas ilações de parte dos cidadãos e cidadãs deste concelho. O que é lhe dizem?

Temos tido uma grande abordagem. Poderei dizer que 50%, sem qualquer problema, me liga sem medo de dar a cara. Outros que me ligam, mas têm medo de dar a cara, pois podem sofrer represálias devido ao facto de serem trabalhadores da própria autarquia. Isso foi uma situação que aconteceu no passado, na última candidatura que tive, em que alguns elementos que fizeram parte dessa lista acabaram por ter alguns problemas e é isso que nós não queremos. Mas tem sido muito positivo por parte das populações e do contacto que nos têm feito. Inclusivamente, na nossa página temos muitas questões a serem levantadas e tentamos responder nas 24h possíveis para que todas as pessoas possam ter reposta e entendam o motivo de cá estarmos.

Quais são as bases na sua candidatura?

Se formos olhar para todas estas situações dentro desta autarquia, vemos que existem imensos problemas. Podemos começar pelas situações que se vão degradando. Nós temos uma questão que continua a estar sempre na ordem do dia que é a questão da rede viária, temos a questão do saneamento básico também. Continuamos sem estratégias desta autarquia para atrair o investimento que está, neste momento, a ir para os concelhos limítrofes e não vem para cá. Estamos com uma questão de licenciamento em que há grandes atrasos também e as pessoas acabam por dar o salto para outros concelhos e não ficar aqui. Temos também uma degradação do centro histórico e depois temos a questão do setor do urbanismo que é dos piores que está aí. Várias pessoas nos têm contactado nos últimos dias porque aguardam mais de um ano por um parecer para que possam avançar com um projeto de construção. Além disso, temos também a questão da limpeza do terreno. O concelho de Palmela nunca esteve tão mal nestes últimos 4 anos como está neste momento, a nível da limpeza urbana, recolha dos monos e mesmo a limpeza dos espaços públicos e jardins. A limpeza dos espaços públicos jardins é um do pelouros e competências do senhor vereador do PS e neste momento não consegue dar resposta a esta questão. Temos aqui situações e jardins dentro do nosso concelho que têm passado de mandato em mandato, como o Jardim de Aires. E se desceremos um pouquinho mais abaixo continuamos com outro jardim e foi uma das questões que coloquei numa das Assembleias Municipais e que ainda aguardo resposta por parte do Senhor Presidente. O empreiteiro tinha deixado uma caução e o jardim está numa lástima e nem sequer foi reconstruído. A questão que se coloca é por que razão entregamos o dinheiro a alguém sem que a construção seja finalizada.

“Já antes de Mário Baltazar ser candidato andava junto das populações. Mário Baltazar circula pelo concelho e conhece muito bem o território.”

Está preparado para o que aí vem? Estamos a pouco mais de 2 meses das eleições. Estamos a viver momentos de pandemia e as campanhas vão ser atípicas. O que está pensado por parte do RIR e do candidato Mário Rui para chegar perto das populações?

Nós temos isso em conta. Ontem em Palmela já estávamos acima dos 130 casos e isso é uma preocupação porque o contacto com as populações será diferente e essa é a razão de estarmos a apostar muito nas redes sociais. Mas se formos eleitos para esta autarquia iremos estar com alma e coração. Apostar no devido serviço público que todos os munícipes merecem. Estaremos sempre em contacto com os munícipes no sentido de desenvolver todas as mais valias para o bem-estar dos cidadãos porque poder dar o contributo para o desenvolvimento deste concelho é e será sempre uma honra para todos os membros do RIR.

Falou há pouco do Vitorino Silva, um dos fundadores do RIR e disseste que és um homem do povo. A sua aposta e aposta da campanha centram-se no candidato do povo. O que podemos esperar do Mário Rui Baltazar nos próximos tempos?

Já antes de Mário Baltazar ser candidato andava junto das populações. Mário Baltazar circula pelo concelho e conhece muito bem o território. Tem amigos por todo o lado. Poceirão, Marateca, Cabanas, Quinta do Anjo, Pinhal Novo e logo aí existe sempre um contacto. O facto de fazer parte da Associação da Assembleia Municipal e da Assembleia de Freguesias levava a que também conseguisse e procurasse perceber os problemas do próprio concelho e logo aí existia um contacto direto com as populações. Quando falamos no Vitorino, o tal calceteiro de Penafiel, o grande homem com quem já estive o prazer de falar diretamente, acho que me revejo um pouco nesse contexto, independentemente de termos profissões totalmente diferentes, mas é um homem que luta pelo bem-estar das populações. É isso que faremos e é dentro desse contexto que pretende estar junto ao povo e trabalhar para o povo.

“Reestruturar toda esta autarquia. Colocar as pessoas nos sítios certos e não podemos deixar, por ingratidão de alguém, que pensem que têm de estar num certo lugar porque lhes apetece e retiram as pessoas que têm capacidade e condições para desempenhar determinados cargos e não exercem.”

O que é que o Vitorino lhe disse ao saber que ia ter candidato do RIR aqui em Palmela?

Foi logo no próprio dia que fizemos um contacto telefónico. Ficou muito satisfeito porque, a nível nacional, o RIR está a tomar uma proporção totalmente diferente. O RIR está a subir. Penso que a nível da área metropolitana somos o único concelho onde iremos participar tanto a nível da Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia e também ao Poceirão Marateca e logo aí é uma mais-valia para este concelho. Assim conseguimos que, a pouco e pouco, o RIR se vá destacando a nível nacional.

Qual o ponto mais forte da candidatura? Já referiu a reestruturação da rede viária, mas existirá um ponto mais forte do que esse em que irá incidir a sua candidatura?

Reestruturar toda esta autarquia. Colocar as pessoas nos sítios certos e não podemos deixar, por ingratidão de alguém, que pensem que têm de estar num certo lugar porque lhes apetece e retiram as pessoas que têm capacidade e condições para desempenhar determinados cargos e não exercem. Logo, por vezes, existem determinados problemas dentro desta autarquia ou nos próprios serviços derivados do facto das pessoas não estarem nos sítios corretos. Essa seria uma reestruturação que teria de ser feita. Começando por aí, de certeza que todos os serviços municipais irão trabalhar mais e melhor para as populações porque são essas populações que merecem e pagam os seus impostos.

Se for eleito Presidente da Câmara Municipal de Palmela, o que será feito no primeiro dia?

No primeiro dia será, primeiro que tudo, respirar e pensar que é um sonho realizado e esse sonho será sempre em prol de todos os cidadãos e cidadãs para que consigamos tratar e resolver os seus problemas. A minha equipa está preparada para avançar caso isso aconteça. É muito jovem, mas é conhecedora dos problemas dentro do concelho. Tenho pessoas em várias áreas que conhecem as situações e isso é uma mais-valia porque podemos avançar no dia seguinte porque estamos preparados para tal.

Vão participar em todas as Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, correto?

Correto.

E as equipas estão todas fechadas?

As nossas esquipas estão a ser estruturadas com muito cuidado. Estamos a escolher as pessoas certas para os locais certos. Vamos concorrer a todas as freguesias, união de freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal.

O Mandatário é alguém conhecido?

Sim. Sou eu o Mandatário. Assumi essa função devido a todo o trabalho e contactos que estão a ser desenvolvidos por mim. Vamos ter outros Mandatários. Inclusive, assumi este Mandatário no sentido de darmos seguimento a toda a burocracia necessária e, por esse motivo, fui eu, em conjunto com Diogo Reis do partido RIR que assumi que seria o Mandatário da campanha inicial, mas teremos outros. Mandatários para juventude e para nos darem todo o apoio que necessitemos.

“Temos muitas alterações a fazer e muita coisa a meter no sítio porque atualmente Palmela está degradada.”

Vão poder contar com o apoio de Vitorino Silva na campanha?

Vamos contar com Vitorino Silva. No contacto telefónico que fizemos, ele disponibilizou-se as vezes que fossem necessárias para nos vir dar todo o apoio que fosse necessário. E, sendo o Vitorino como é, é uma pessoa que estará cá com alma e coração para nos apoiar nesta campanha e nesta luta que temos pela frente.

O que Palmela precisa de mudar?

A primeira coisa a mudar será os membros da autarquia. Depois, temos muito que trabalhar. Temos muitas alterações a fazer e muita coisa a meter no sítio porque atualmente Palmela está degradada. O concelho está degradado e se queremos ter turismo, empreendedorismo e se queremos trazer mais mão de obra temos muito que alterar.

“(…) não iremos trabalhar com todos os candidatos, mas vamos trabalhar com aqueles que consideramos que têm condições para trabalhar connosco.”

Está preparado para trabalhar com os restantes candidatos que estão na corrida. Para já, são nove.

Estarei sempre preparado para trabalhar com alguém. Nem com todos, não iremos trabalhar com todos os candidatos, mas vamos trabalhar com aqueles que consideramos que têm condições para trabalhar connosco.

Vamos supor que vence a Câmara, mas sem maioria. Era capaz de trabalhar com que partido ou movimento?

É uma questão que, neste momento, vou deixar em aberto e não vou responder porque penso que ainda não seja o momento certo para responder. No momento exato iremos falar com quem nós considerarmos que está mais ao nosso lado e tem mais competências para entrar dentro do nosso projeto. Ou seja, juntarmos os projetos e avançarmos para a autarquia com alma e coração.

Seria capaz de trabalhar ao lado de Carlos Sousa?

Eu já trabalhei com o Carlos Sousa. Foi meu presidente e é uma joia de pessoa. Nunca tive qualquer tipo de problema com ele. Pelo contrário, sempre foi uma pessoa humilde, esteve ao lado dos trabalhadores e ajudou-me, ouviu-me sempre que necessitei.

Seria capaz de trabalhar com José Calado?

É uma situação que teríamos de ver, nomeadamente em relação ao pelouro ou pelouros que o vereador José Calado poderia assumir e se tinha ou não competências para tal. Caso eu visse que tinha, não teria qualquer problema em trabalhar com o vereador José Calado ou qualquer outro membro. Agora, dentro deste contexto, é importante dizer que existem partidos com os quais jamais trabalharei e jamais farei qualquer tipo de coligação.

“(…) vai ser uma campanha em que penso que, neste momento, temos todas as condições para dar a volta aos 45 anos de CDU.”

Posso deduzir que, caso ganhe a Câmara, está disponível para fazer um acordo de entendimento para trabalhar com algum movimento ou partido que lhe possa também ajudar nas decisões finais?

É normal. Quando não vencemos a maioria, somos obrigados a entrar em diálogo. Depois de ouvirmos o que nos têm para dizer, a partir daí nós tiramos as ilações e vamos chegar a um consenso. Nem todos me servirão, nem com todos trabalharei porque acho que uns, se quero correr com eles, jamais trabalharia com eles. Outros porque penso que não têm qualquer tipo de condições para tal. Dentro desse contexto poderia optar por trabalhar com dois ou três partidos ou movimentos dos nove que estamos a anunciar.

O que espera destas eleições?

Estas eleições já são muito atípicas pela questão de não podermos ter contacto muito direto com todas as populações. A nossa campanha vai ser calma, transparente e não vamos usufruir de certos e determinados grandes placards porque o nosso partido é um partido pobre e, logo aí, a nossa campanha vai ser à base das redes sociais e vamos ter também a nossa publicidade. Mas vai ser uma campanha em que penso que, neste momento, temos todas as condições para dar a volta aos 45 anos de CDU.


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