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Maria das Dores Meira desmente Polígrafo e exige ‘direito de resposta’

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Maria das Dores Meira, candidata da CDU à Câmara Municipal de Almada, e actual presidente da Câmara Municipal de Setúbal, partilhou o seu desagrado sobre um ‘fact-chek’ do Polígrafo Sapo, relativo a declarações durante o debate televisivo na SIC do dia 7 de Setembro.

«O Polígrafo classificou as declarações (sobre construção de habitação pública no concelho de Almada) que fiz no debate entre candidatos à Câmara Municipal de Almada realizado na SIC, no passado dia 7 de setembro, como falsas. O Polígrafo errou» frisa Maria das Dores Meira nas redes sociais.

Para verificação da sua posição, partilhou «o texto integral que enviei hoje ao diretor desta publicação, solicitando a publicação como direito de resposta para que fique claro que o que afirmei nada tem de falso e para que se reponha a verdade».

Segundo a candidata «o Polígrafo Sapo coloca em causa a minha afirmação, de acordo com a qual ‘é extremamente complicado continuar-se a dizer sempre à sombra do Governo que sustenta esta câmara, de se fazer grande campanha eleitoral, levar uma série de ministros e dizer em julho de 2017 «vamos fazer aqui 3500 habitações». E não é renda apoiada. É renda acessível. Porque o IHRU não faz renda apoiada, portanto não é verdade o que aqui foi acabado de afirmar. E o IHRU que tem os seus terrenos no município de Almada só pode construir renda acessível. Renda acessível!’»

Maria das Dores Meira admite ter cometido «um lapso quando me referi a 2017, quando queria dizer 2019 (nem poderia ser de outra forma, uma vez que é evidente que em julho 2017 nem sequer se tinham ainda realizado as eleições autárquicas)», e acrescenta que «o Polígrafo poderia ter entrado em contacto comigo para esclarecer eventuais dúvidas que subsistissem, o que não aconteceu».

Mas reitera que as suas afirmações remetem para «as propostas apresentadas pela Câmara Municipal de Almada presidida por Inês de Medeiros em matéria de construção de habitação no concelho com os fundos a disponibilizar pelo PRR e de acordo com a Estratégia Local de Habitação.

De acordo com as propostas da CMA, a autarquia prevê a construção de 3500 fogos de habitação de renda acessível por parte do IHRU na área do Plano Integrado de Almada, os quais o município entende que devem ser contabilizados na resposta pública às necessidades habitacionais de Almada. Sobre a construção de novas habitações com renda apoiada, não são conhecidas propostas da autarquia ainda presidida por Inês de Medeiros.»

Maria das Dores Meira garante que «não afirmei que não havia, atualmente, renda apoiada em qualquer bairro de Almada, nomeadamente no bairro Amarelo, nem nada que possa ser entendido como equivalente, pelo que é muito difícil deduzir das minhas palavras o que o Polígrafo escreveu.

Não se entende, pois, na publicação do Polígrafo Sapo que se façam referências a coisas que não afirmei nem poderia afirmar. O Polígrafo Sapo entendeu, contudo, valorizar a réplica que foi dada por Inês de Medeiros, não tentando, sequer, entender o contexto das minhas declarações e, insisto, sem sequer entrar em contacto comigo para tentar clarificar o que foi dito.»


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