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Marcha lenta vai protestar contra Festa do Avante!

Cidadãos marcam uma marcha lenta em protesto contra a Festa do Avante! na Amora.

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Uma marcha lenta está marcada para a próxima quinta-feira, a partir das 18h00, na freguesia de Amora, em protesto pela realização da Festa do Avante! que irá decorrer no próximo fim-de-semana naquela localidade.

O protesto intitulado «Concelho do Seixal Sim, Covid Não» está a ser organizado por um grupo de moradores do concelho do Seixal, que está contra a realização da festa comunista por questões de saúde pública.

A marcha lenta vai decorrer na próxima quinta feira por diversas artérias da cidade de Amora e inicia-se pelas 18h00 no Muxito, junto à pista Carla Sacramento/Quartel de Bombeiros.

Também várias dezenas de comerciantes já anunciaram que vão encerrar durante este período, conforme o Diário do Distrito noticiou em primeira mão.

Ao fim deste domingo, o grupo de moradores emitiu um comunicado no qual refere que «a pandemia de COVID-19 é assunto incontornável neste ano de 2020, todos temos sido testemunhas, nacional e internacionalmente da mudança de hábitos impostos pelos mais diversos governos, na tentativa de controlar e minimizar a doença. 

Os constrangimentos na nossa vida pessoal e profissional são imensos, dos mais mundanos, como o uso de máscara de proteção e da prática do distanciamento social, aos mais difíceis, que se traduzem na limitação de família e amigos num funeral, na impossibilidade de abraçar os nossos anciões num lar, ou de celebrar livremente e com quem desejamos um aniversário ou casamento.

No entanto profissionalmente, também é ingrato, a quantidade de pessoas em lay-off, despedidas ou com os seus empregos e negócios em risco, contam-se pelas centenas de milhar em todo o mundo.

Durante o mês de Setembro, irá ocorrer no concelho do Seixal um evento, que trará dezenas de milhares de pessoas a um recinto na cidade da Amora e que conta com o estado de excepção permitido a partidos políticos em Portugal. 

O resultado dos moldes em que o evento é organizado, bem como a experiência de comportamentos de anos anteriores, não descansa os habitantes do concelho e tem se traduzido numa contestação que têm subido de tom, à medida em que a data da sua concretização se aproxima, das dezenas de estabelecimentos que irão encerrar, às muitas dezenas de pessoas que escolheram esses dias para ir de férias, é possível afirmar que a maioria da população não se sente este ano confortável, com o perigo para a saúde pública, que algo desta magnitude comporta.

Este grupo de cidadãos apartidário, em pleno uso dos seus direitos, liberdades e garantias, consagrado na constituição Portuguesa, vem deste modo apelar a todos os habitantes do concelho, a quem têm sido pedido sacrifícios diariamente e se sinta prejudicado e ignorado com este atentado à saúde pública, para fazermos juntos uma marcha lenta e mostrarmos o nosso descontentamento.»

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