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Manifestação taurina recebe Inês Sousa Real no Montijo

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A família tauromáquica da cidade do Montijo juntou-se para receber a líder do PAN, Inês Sousa Real, numa autêntica manifestação em prol da tradição taurina.

Na iniciativa juntaram-se as várias Tertúlias do Montijo, os Forcados Amadores, a Escola Taurina e até caçadores, empunhando faixas a “defender a cultura e o mundo rural”, e “a tauromaquia é cultura”para além de outros cartazes com fotografias de corridas de touros.

Uma das presenças nesta manifestação foi o cavaleiro Luis Rouxinol que defendeu a “arte da tauromaquia”, e sublinhou a sua “importância na cultura portuguesa como tal o fado ou o folclore”. O reconhecido cavaleiro lembrou que “há muitas famílias a depender desta arte”, e explicou o quão “importante é voltar às arenas, porque os ataques que têm sido feitos aos aficionados, só os tem juntado mais, e isso reflete-se nas corridas que já aconteceram e que estavam cheias de gente”. Luis Rouxinol rematou ainda dizendo que “ao viver em democracia, há-que que respeitar as ideias e os gostos de cada um”.

 

De forma geral, e sendo o Montijo um território de fortes tradições taurinas, os manifestantes quiseram deixar bem claro que o PAN, na pessoa de Inês de Sousa Real, não é bem vinda à cidade porque consideram que ali “quem manda são os da terra”, e que “ninguém tem que vir de fora falar ou acabar com a tauromaquia, quando é essa a maior tradição local”.

Por seu lado, a comitiva do PAN Montijo que se encontrava na zona ribeirnha da cidade, a aguardar a chegada da líder nacional, não se mostrou admirado com os protestos.

Em declarações ao Diário do Distrito, Miguel Dias o candidato à Câmara Municipal do Montijo, disse que esta atitude “é reveladora da ameaça duma candidatura diferente, e de um desconforto que se tem vindo a acentuar, com uma realidade diferente”.

Miguel Dias lembrou que o PAN estava ali para “receber a líder Inês de Sousa, em plena frente ribeirinha, e fazer uma arruada, mostrar algumas zonas da cidade, e falar sobre problemas que realmente afectam a população”.

Inês Sousa Real recebida de forma hostil

A manifestação dos aficionados tinha como objetivo protestar contra a vinda da deputada Inês Sousa, e à sua chegada, foram muito fortes os apupos e as vaias dos presentes. Aliás os aficionados seguiram a comitiva do PAN com cânticos, e “gritos de guerra” alusivos à arte dos touros, e por várias ocasiões, a comitiva teve dificuldades em prosseguir caminho.

A líder do PAN afirma que “as pessoas têm o direito de se manifestar”, mas lembra que “para haver uma sociedade com mais respeito, também é preciso que as pessoas se respeitem, e tal não tem acontecido nas últimas acções de campanha”.

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“É sabido que o Montijo tem fortes tradições à tauromaquia e isso não é fácil de mudar”, explica Inês Sousa, mas acrescenta que “pode ser possível deixar os animais de fora dum espectáculo sangrento”.

Abordada por vários populares e pelos jornalistas, Inês Sousa Real questionou “o direito à liberdade de expressão e ao ato de fazer política em democracia”, o que explica não estar a ser “fácil de acontecer”. Mais uma vez, a deputada do PAN reclamou que “a agressão verbal não leva a lado algum”, e finalizou dizendo que o PAN é “pela empatia, pelo respeito pelas pessoas e pelos animais, e pela não violência”.

 

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