Manifestação antifascista decorre em Lisboa, em dia de conferência internacional de extrema-direita

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A Frente Unitária Antifascista organizou uma manifestação para contestar uma conferência de movimentos de extrema-direita que se realiza hoje em Lisboa.

A conferência é organizada pelo grupo de extrema-direita Nova Ordem Social, dirigido por Mário Machado, já condenado por vários crimes de racismo, e seria realizada numa sala do Hotel Altis. No entanto, o hotel cancelou a reserva devido à conferência ser “de cariz político de apoio à extrema-direita”, alegando que podia “comprometer a tranquilidade” e a segurança dos hóspedes.

O grupo anunciou entretanto no Twitter que os membros da conferência concentrar-se-iam em Entrecampos.

Ao mesmo tempo, 65 organizações antifascistas, 28 portuguesas e 37 estrangeiras, subscreveram um manifesto contra a “conferência nacionalista” e lançaram uma petição pública apelando à proibição da conferência, que contou com mais de 8 mil assinaturas.

Neste momento, está a ser organizada em Lisboa uma manifestação antifascista, precisamente contra esta “conferência nacionalista” organizada pelo

À Lusa, o dirigente do SOS Racismo, Mamadou Ba, disse que a petição e esta manifestação “é um grito de cidadania. O objetivo é fazer um alerta público face ao encontro de organizações declarada e abertamente racistas, cuja existência em si é uma afronta à Constituição da República Portuguesa”.

A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) considerou que a conferência nacionalista é “um insulto ao povo português que, em abril de 1974, derrubou a ditadura fascista”.

Questionado pelos jornalistas numa visita oficial à Alemanha, o Presidente da República defendeu que Portugal deve continuar a ser um exemplo de estabilidade política e social e “não de radicalismos” ou de “fenómenos inorgânicos” que questionem essa estabilidade.

O Bloco de Esquerda, o PCP, o PAN e o Livre já se posicionaram contra a conferência neonazi. De acordo com a SIC Notícias, o BE e membros do partido Livre apelaram às autoridades para atuarem no sentido de a iniciativa não ter lugar e afirmando que vão estar presentes na manifestação antifascista.

Fonte da polícia adiantou ainda à agência Lusa que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) está a acompanhar de “muito de perto” a “conferência nacionalista”.

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