Opinião

Mais uma brincadeira de meninos socialistas!

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Vendem o sonho da multiplicação dos pães como sendo algo que conseguiremos ao virar da esquina.
Durante semanas falaram das interligações com Espanha, para potenciar o porto de Sines como porta de entrada do Atlântico na Europa, como o caminho da autonomia ou independência energética da Europa, venderam o sonho de que tudo estava feito e pronto, e de repente o silêncio impera e o sonho não sai da gaveta. Tem sido uma das bandeiras do governo socialista, um investimento de mais de 350 milhões de euros para a ligação de Portugal ao centro da Europa.
Um investimento e projeto megalómano que não tem sido consensual entre técnicos, pelo facto de apostar numa mistura de gás e hidrogénico, e pelo facto de as partículas de hidrogénio serem significativamente mais pequenas que as do gás, não existindo uma avaliação técnica positiva ao facto de pelo mesmo canal correrem em simultâneo as duas matérias, as dúvidas começaram a surgir e o governo como sempre deixou de aparecer com as soluções.
O atraso no desenvolvimento de Sines pode agora ditar a inviabilidade do projecto, pensemos que os estudos feitos determinam que após uma distância de 2000 km o custo de distribuição se tornam insuportáveis e seriam refletidos na fatura do consumidor, ou seja, garantimos a independência energética sem garantir a autonomia deixando na mão dos contribuintes o pagamento de um sonho mal estruturado por parte dos nossos governantes.
Este custo elevadíssimo após os 2000 km tornaria o projeto viável até Espanha, deixando os espanhóis, franceses ou alemães com a responsabilidade de, em alguns casos investir 5, 6 ou 7 vezes mais em tubagem tendo em conta a sua dimensão territorial.
A pergunta a colocar seria: qual o motivo destes países investirem neste projeto quando uma ligação marítima nos seus próprios países resolveria a mais baixo custo, quer para o consumidor, quer na infraestrutura? A resposta não se fez esperar… nos últimos dias o governo chinês anunciou o apoio na construção e desenvolvimento de portos marítimos espalhados pela Europa, o mais recente caso de investimento chinês é o anunciado projeto do porto de Hamburgo, isto sem contabilizarmos a capacidade dos portos espanhóis de receberem diretamente navios com a capacidade necessária para a distribuição a nível europeu.
A “chica espertice” do governo português, envergonha qualquer um perante a união europeia.
Sejamos sérios! O mercado ibérico é um potencial, o Porto de Sines é um potencial, mas mais do que o hidrogénio e o gás, é um potencial para o transporte após a exploração de metais raros e comercialização da plataforma Continental marítima, metais que hoje determinam a riqueza continental e que colocariam Portugal como pioneiro no mundo.
Ao nível energético Sines pode determinar a autonomia energética de Portugal, a independência energética da Europa, mas nunca a autonomia energética do velho continente.
A China “traiu” Sines, não porque tenham os olhos mais abertos que nós, mas porque entenderam que o potencial de Sines são os metais raros e não a energia, até lá o tempo passa e vamos deixando que os restantes países europeus nos deixem de “olhos em bico”.
Os metais raros que existem no fundo do oceano atlântico, em área da plataforma continental portuguesa deveria ser o foco de Portugal, mas o populismo e a falta de visão do governo tem determinado o atrasar constante da nossa autonomia, e não, não me refiro a autonomia energética mas sim autonomia financeira.
A autonomia energética seria possível com a exploração das bolsas de gás existentes em Portugal, basta uma breve pesquisa na internet e entendemos que as bolsas descobertas na zona da Batalha ou na costa algarvia só não foram exploradas porque o governo boicotou o projeto e as empresas envolvidas abandonaram o País. Curioso é analisar também que nessa altura António Costa e Silva, atual ministro da economia era o presidente da empresa Partex e defendia que o governo devia mapear o território nacional com foco nas bolsas de gás e argumentava com números a maior valia que este projeto seria para nós, com elevado retorno financeiro através de uma poupança anual brutal consequência da não necessidade de compra ao exterior.
A brincadeira tem limites e os portugueses não têm de continuar a manter as loucuras dos socialistas.
CHEGA

Bruno Nunes, deputado à Assembleia da República eleito pelo Circulo eleitoral de Setúbal pelo partido Chega.


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