País

Mais de 70% dos empregos perdidos em 2020 eram ocupados por jovens entre os 25 e os 34 anos

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Dos 95.500 postos de trabalho que desapareceram em 2020, 68.200 pertenciam a trabalhadores com menos de 30 anos, muitos deles precários, apesar das qualificações de ensino superior, escreve o jornal Público, que cita dados do Livro Branco – Mais e Melhores Empregos Para os Jovens, um trabalho conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Observatório do Emprego Jovem (OEJ) e a Fundação José Neves (FJN), divulgado esta terça-feira.

Entre inúmeros dados, o documento refere que em 2019, entre os jovens trabalhadores com idades entre os 25 e os 34 anos que completaram o ensino superior, 30,1% eram sobrequalificados para a profissão que exerciam, um acréscimo de 6% face a 2010 (24,1%).

O Livro Branco indica ainda que quase metade dos jovens em Portugal (48%) tinha o ensino superior em 2021 e os mestrados correspondiam a 38% dos diplomados entre os 24 e 34 anos de idade, um dado comparável com 14% em 2011.

Apesar do nível elevado de qualificações, o emprego jovem em Portugal “continua a ser de baixa qualidade”, uma tendência acentuada durante as crises económicas, sendo a vulnerabilidade do emprego dos jovens, mesmo dos mais qualificados, também verificada na transição para o mercado de trabalho, indica o estudo.

Desde 2015, a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos tem sido mais do dobro da população em geral e, durante a pandemia, chegou a ser 3,5 vezes mais.

Esta evolução negativa explica-se, segundo o estudo, pela percentagem de trabalhadores jovens (15-24 anos) com contratos a termo certo, de 53,9% em 2021, e pelo facto de, durante a pandemia, ter havido elevada destruição deste tipo de emprego, sobretudo na hotelaria e restauração.

Por outro lado, as medidas do Governo para contrariar os efeitos da pandemia, como o ‘lay-off’ simplificado, “incentivaram as empresas a não despedir trabalhadores, mas não asseguraram que estas renovavam os contratos temporários”, pode ler-se no Livro Branco.


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