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Madrid, Berlim… e Lisboa. Os protestos contra as restrições para conter a pandemia

Os manifestantes acusaram a Comunicação Social de “propaganda” e o Governo de “sufocar a liberdade”.

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Sem máscara, sem distanciamento, unidos contra as restrições implementadas no contexto da pandemia Covid-19. Foi assim que dezenas de pessoas se juntaram este sábado na Praça D. Pedro IV, no Rossio – Lisboa.

Um grupo pequeno, mas maior do que o anterior, que se manifestou a 25 de julho pelos mesmos motivos.

Vestindo camisolas com frases como Pela Verdade e Pela Liberdade, os manifestantes acusaram a Comunicação Social de “propaganda” e o Governo de “sufocar a liberdade”.

Durante ao protesto, o grupo defendeu ainda que “esta é uma ‘plandemia’ e não uma pandemia”, numa alusão ao título de um vídeo (Plandemic) de 26 minutos lançado em maio de 2020 e que promove alegadas desinformações e teorias erradas sobre a pandemia do COVID-19.

Entre os discursos, destacou-se o de um homem que afirmou ser médico. Este, ao microfone, disse que máscaras não funcionam e são simplesmente um meio de “controlo da mente que nos transforma em escravos”.

Uma outra manifestante disse que os Polícias são os “heróis do nosso país” e que “o racismo não existe em Portugal”, acrescentando que “quem o diz quer simplesmente dividir-nos e envergonhar o nosso país”.

Vários cibernautas reagiram nas redes sociais a este protesto, associando os participantes a militantes do partido Chega de André Ventura. “Esta é uma mensagem-chave do partido de extrema-direita Chega”, escreveu no Twitter Victoria Waldersee, jornalista correspondente da Reuters e residente em Lisboa.

Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do Partido Socialista e presidente do PS Porto, escreveu também no Twitter que os “negacionistas do vírus” estão unidos num “conspiracionismo lunático”, representando “um perigo de saúde pública”.

Também em Berlim houve várias manifestações contra as medidas restritivas à Covid-19. Centenas de pessoas manifestaram-se ontem na capital alemã sem máscara ou distanciamento e chegou a haver confrontos, resultando em 300 detenções.

O ministro do Interior alemão considerou este domingo que os incidentes durante a manifestação foram “inaceitáveis” e lamentou “ver extremistas” a tentar forçar o caminho para o edifício Reichstag, a sede da Câmara dos Deputados e o centro simbólico da democracia alemã.

Na semana passada, também Madrid protestou contra as medidas restritivas e milhares de pessoas saíram à rua, acusando o Governo de obrigar os espanhóis “a usar uma máscara e ficar em casa praticamente trancados. É óbvio que estão continuamente a enganar-nos com conversas sobre surtos”.

O protesto em Espanha ocorreu dois dias depois de o Governo anunciar novas restrições para conter a disseminação do vírus, incluindo o fecho de discotecas e a proibição de fumar em áreas públicas quando não for possível manter pelo menos dois metros de distância para outras pessoas.

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