Opinião

Lula e Qatar, filhos da mesma mãe!

Uma crónica de Bruno Fialho

Quer saber porque é que Lula da Silva e o Mundial de futebol no Qatar são filhos da mesma mãe? É muito simples de explicar, mas, antes, tenho de fazer uma pequena introdução.

Já muita gente percebeu que o partido ADN é o único partido de âmbito nacional que coloca o Humanismo e a defesa da Democracia e do Estado de Direito acima de qualquer ideologia política e que temos como objectivo maior, o bem-estar e o progresso do Povo português.

Isto quer dizer que somos contra a actual dicotomia esquerda/direita, que apenas ainda existe para dividir o povo.

O ADN apoia causas e ideias, sem nos importarmos se, por vezes, essas causas ou ideias possam ser conotadas com determinada ideologia política, pois, o que nos interessa é o superior interesse de Portugal e dos portugueses.

Assim, relativamente ao caso do Lula da Silva e do Mundial de futebol no Qatar, pergunta novamente o leitor, mas o que é que estes dois têm a ver um com o outro?

Como referi acima, é muito simples de explicar.

Lula da Silva foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal, que é controlado por elementos com ligações ao partido PT, decidiu anular a condenação do Lula porque considerou que o julgamento deveria ter ocorrido em Brasília, em vez de ter ocorrido em Curitiba.

Também não podemos esquecer duas acções relacionadas com o Instituto que Lula da Silva criou com o seu nome e que não tiveram decisão por intervenção do STF, nas quais ele estava acusado de ter recebido 4 milhões de reais disfarçados de doações. Esta acção está suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Depois, ainda existe a compra de um terreno para a construção da nova sede do instituto e de um imóvel vizinho ao apartamento de Lula em São Bernardo do Campo. Este processo estava pronto para a sentença do juiz desde Maio de 2020.

Basicamente, o que aconteceu foi similar à situação que passo a descrever: Ricardo Salgado, o DDT – Dono Disto Tudo, ex-banqueiro e ex-presidente do Banco Espírito Santo, foi condenado, juntamente com Armando Vara, no âmbito do processo judicial “Operação Marquês” e só faltam três arguidos ir a julgamento: Sócrates, Carlos Santos Silva e João Perna.

Agora imagine que o Supremo Tribunal de Justiça vem dizer que o processo devia ter sido julgado noutro local e que, assim, tudo tem de ser reiniciado, sendo que, alguns factos podem ficar prescritos.

Ou seja, o STJ não disse que Ricardo Salgado e Armando Vara eram inocentes, muito pelo contrário, tal como o STF não disse que Lula era inocente, porque não o poderia fazer perante tantas provas inegáveis.

Todos eles (Ricardo, Vara e Lula) são culpados, só que a justiça tem destas coisas, mas só para os poderosos, porque o povo sofre às mãos de um enorme leque de juízes corruptos, sem humanidade e sem respeito pelas pessoas ou sequer pelo superior interesse das crianças, que se pode constatar nos inúmeros casos em que decidem destruir a vida de um pai ou mãe e dos seus filhos.

Nesse sentido, relembro que em Fevereiro passado escrevi aqui no DD o seguinte artigo, “Qatar rima com matar”.

Escrevi esse artigo para denunciar que, nessa altura, tinham morrido mais pessoas na construção dos 8 estádios de futebol, onde se irá realizar o Campeonato do Mundo, do que na guerra da Ucrânia. Hoje em dia o número está equiparado.

Todavia, até o Marcelo já veio dizer que: “Qatar não respeita os direitos humanos. Mas, enfim, esqueçamos isto”. Uma palavra, NOJO!

Esclareço que, para mim é Marcelo, porque alguém que recebe, com pompa e circunstância, um ladrão condenado judicialmente e não condena as reiteradas violações de Direitos Humanos no Qatar, não tem legitimidade ou sequer ética para ser Presidente da República de Portugal.

Como era defendido pelos antigos Imperadores de Roma, desde que haja “Panem et circenses” o povo está feliz.

Esta expressão romana que significa “Pão e Circo”, a qual, durante o Império Romano, era a base da manipulação de massas, onde os poderosos incentivavam o povo a desviar a atenção da política e das coisas mais importantes e dar atenção somente para prazeres como a comida, através do pão, e o divertimento, retratado pelo circo.

Esta política romana era sustentada em dois momentos: pelo pão distribuído pelo Estado. Lembram-se dos 125 euros dados pelo Costa?  E pelos jogos de gladiadores, agora representados pelo Campeonato do Mundo e pelos campeonatos nacionais de futebol.

Assim, tal como no tempo do Império Romano, desde que haja 125 euros e Campeonato do Mundo, os ladrões, corruptos, assassinos ou violadores dos direitos humanos podem andar livres, a festejar à vontade, a passear pelo mundo ou a brincar aos pobrezinhos como dizia a outra senhora e até serem eleitos.

É por isso que o Lula e o Qatar são filhos da mesma mãe, de uma mãe que se chama “Pão e Circo”…


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