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Lisboa | Junta de Freguesia da Misericórdia quer medidas para limitar consumo de álcool na rua

A presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia urgiu hoje a Câmara Municipal de Lisboa a retomar as medidas de limitação do consumo de álcool na via pública, afirmando que é essencial para reforçar segurança à noite

A tomada de posição de Carla Madeira (PS) surge na sequência do pedido do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), ao Governo para criar postos de polícia móveis para zonas turísticas mais problemáticas da cidade, onde se têm registado problemas de violência.


A Junta de Freguesia da Misericórdia abrange zonas com muita ação noturna, Carla Madeira considera que é importante reforçar o policiamento, mas argumenta que não será eficaz se não foi combatida a “origem do problema de insegurança”

“É importante existir mais policiamento por parte da PSP, o reforço da videovigilância, mas é preciso atacar o problema na origem. Parte da origem dele tem a ver com o elevado consumo de álcool que se verifica nas ruas de Lisboa. De nada nos serve ter um PSP a cada esquina se depois permitimos que os consumos existam sem qualquer controlo”, explicou à Agência Lusa.

Segundo Carla Madeira, o consumo de álcool na rua e o ruído “aumentou e descontrolou-se” com o desconfinamento, atingindo níveis piores do que antes da pandemia.

“A cidade de Lisboa tem um regulamento de horário de funcionamento que obriga que, a partir dos 23:00, os estabelecimentos tenham de funcionar à porta fechada. Ou seja, os clientes só podem consumir bebida no interior. Ora, nós vemos as pessoas a beber ao ar livre, a seu belo prazer, e não existe qualquer tipo de controlo”, criticou.

A autarca da Misericórdia afirma já enviado ofícios à Câmara Municipal de Lisboa a alertar para os problemas de consumo de álcool e de ruído e a pedir mais fiscalização a estes comportamentos. A autarca queixou-se ainda de incumprimentos do Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Bica e do Bairro Alto que proíbe a abertura de novos bares nessa zona.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou que fez um “pedido urgente” ao ministro da Administração interna para serem criados postos de polícia móveis para as zonas turísticas mais problemáticas da cidade, onde se tem verificadas situações de violência, após uma reunião de emergência do Conselho Municipal de Segurança.

O membro do PSD afirmou que estes postos móveis devem estar nos sítios onde existe mais turismo e mais ocorrências, nomeadamente no Cais do Sodré, no Bairro Alto e em Santos.


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