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Legislativas | ‘População reconhece que CDS-PP voltou a defender as suas bandeiras’

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“De forma tranquila e com muita receptividade” é a forma como Paulo Santos descreve o decorrer da campanha do CDS-PP no distrito de Setúbal.

Paulo Santos, o «número dois» pelo círculo de Setúbal, em substituição nas ações de campanha de Cecília Anacoreta Correia, que se encontra em isolamento profilático, refere que “achamos que a nossa mensagem está a passar para o eleitorado, porque a abordagem na rua é no sentido de que o CDS-PP voltou outra vez a defender as suas bandeiras, e as pessoas estão a reconhecer isso”, referiu ao Diário do Distrito.

Sobre o principal problema que identifica no distrito de Setúbal, Paulo Santos aponta “que existem vários problemas, mas um dos mais notórios é na área da saúde, uma vez que é a zona do país onde há mais utentes sem médico de família, e claro, este é um motivo de reclamação dos utentes”.

Outra das preocupações “que temos vindo a ouvir por parte dos que nos abordam é a falta de transportes, e também a deficiente articulação entre estes, que dificultam a mobilidade de quem tem de os usar para chegar aos empregos”.

A primeira medida que os eleitos do CDS-PP pelo círculo de Setúbal pretendem tomar no Parlamento “será pressionar o Governo para uma decisão referente ao desenvolvimento económico do distrito, que é muito vasto e tem bastante indústria, e que com isso dá à capital o 10.º lugar como cidade mais industrializada na Europa, quando essa indústria está concentrada aqui.

O distrito não pode continuar sem acesso aos fundos comunitários, pelo que é urgente repensar toda esta nossa posição. Apenas com maior competitividade podemos vir a resolver vários problemas que nos têm sido transmitidos pelos empresários, os criadores de emprego, algo fundamental para o desenvolvimento.”

Manuel Monteiro regressa às campanhas eleitorais

Manuel Monteiro, ex-presidente do CDS-PP, esteve também presente nesta ação de campanha, que voltou a percorrer algumas das ruas de Almada e terminou com um almoço em Cacilhas.

Ao Diário do Distrito referiu que “estar aqui hoje significa muito para mim. Disponibilizei-me para participar, dentro das minhas disponibilidades profissionais, em ações de campanha do CDS, e já estive no distrito de Braga, em Aveiro e em Beja e hoje aqui para apoiar a candidatura de Cecília Anacoreta Correia, esperando que a voz do CDS volte a ter a influência que já teve neste distrito”.

Recordando os eleitos do partido como Krus Abecassis e Nuno Magalhães, lamenta que “o panorama político tenha mudado significativamente, mas há sempre que ter uma esperança, porque há uma mensagem importante que é preciso passar: o debate político, mais à direita ou à esquerda, precisa de ser feito e esse debate é feito pelos deputados eleitos.

Tenho consciência de que muitos portugueses vêm as eleições legislativas como a escolha exclusiva do Primeiro-Ministro, quando na realidade estamos a eleger deputados à Assembleia da República, e é dessa eleição que resultará o próximo Governo. Se tivéssemos apenas eleições para o Primeiro-Ministro, não valeria a pena ter uma Assembleia da República a funcionar.”

Acerca das questões principais que identifica no distrito de Setúbal, Manuel Monteiro opta por ser ‘impopular’, “já que tenho por hábito dizer o que penso, e acho que os políticos devem sempre dizer a verdade: do meu ponto de vista, é um erro a possibilidade de construção do novo aeroporto no distrito, e creio que há outro tipo de interesses que não têm a ver com o desejo de desenvolvimento do distrito de Setúbal, mais de natureza financeira do que aquilo que querem fazer passar. Não sei se com isto vou tirar votos ao CDS-PP, pelo que deixo esse debate para depois das legislativas.”

Defende ainda que “o distrito de Setúbal é um distrito âncora para todo o ‘Além-tejo’, pelo que todo o desenvolvimento aqui registado pressupõe um desenvolvimento do Alentejo. E por isso é essencial criar uma estratégia harmoniosa, que concilie as suas potencialidades turísticas, com toda a sua variedade extraordinária que passa pela Arrábida e por toda a linha de praias, com o desenvolvimento industrial.”

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Uma critica directa é deixada “ao abandono a que está votada a praia da Costa da Caparica, e isto à décadas, o que considero um crime. Trata-se de uma das mais belas praias do mundo, com uma capital do país a meia dúzia de metros. A Costa da Caparica é uma joia da coroa no distrito e tenho imensa pena que não seja olhada numa perspectiva de integração e modernização.”

Manuel Monteiro deixa ainda um alerta para “a transformação que toda esta área está a sofrer, tornando-se num dormitório, pela falta de oferta de casas em Lisboa”, e também a necessidade “de olhar para as pescas, e potenciar o desenvolvimento das industrias ligadas às riquezas naturais da região para potenciar o crescimento económico, algo que não tem sido feito”.


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