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Lar dos Ferroviários em Pinhal Novo celebrou terceiro aniversário

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“Que bom que é voltar a estar juntos e com as pessoas que têm vivido tempos tão difíceis, e que têm lutado pelos outros”.

Foi com estas palavras que Ana Mendes Godinho iniciou a sua intervenção na sessão solene que marcou o terceiro aniversário da abertura do Lar dos Ferroviários, no Pinhal Novo.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destacou ainda “o esforço de todos os que tanto deram de si junto dos idosos nestes tempos tão difíceis de pandemia, e é simbolicamente através de vós que homenageio todos os funcionários dos serviços sociais”.

A ministra deixou ainda um agradecimento “aos fazedores de sonhos que não desistiram em tornar real este lar com excelentes condições, porque foi com o vosso esforço que hoje estamos aqui”, referindo-se a José António Guerreiro, que foi homenageado nesta cerimónia, por ter sido um dos promotores do projecto.

Numa breve intervenção, o homenageado relembrou um pouco do processo que levou à construção do lar e deixou “um agradecimento muito especial a três pessoas que durante estes anos me acompanharam e contribuíram para do sonho passar à realidade: Hilário Teixeira, Ana Teresa Vicente, e Álvaro Amaro”.

Hilário Teixeira, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação Lares Ferroviários iniciou a cerimónia com um “breve historial do que foi o processo de construção deste lar, que esteve para ser implementado no Barreiro, mas a CP não nos ajudou. Foi em 2007 que se começou a tratar com a Câmara Municipal de Palmela e a Junta de Freguesia de Pinhal Novo, então com a presidente Ana Teresa Vicente e Álvaro Amaro, e em 2008 chegámos a colocar a primeira pedra no terreno que nos foi concedido, mas o projecto não avançou.

Foram precisos quase vinte anos para a inauguração deste lar, para o qual muito lutou José António Guerreiro, e sem qualquer apoio oficial do Estado.”

Dirigindo-se à ministra da Segurança Social, Hilário Teixeira deixou o recado de que “é necessário o Estado tenha capacidade financeira para investir mais nos equipamentos sociais. O envelhecimento da nossa população é uma realidade, e a sua fragilidade vai-se agravando. Os apoios da Segurança Social às direções dos lares são insuficientes, a comparticipação devia ser de cinquenta por cento dos custos reais.”

Em resposta, Ana Mendes Godinho frisou que “este ano tão difícil, para o qual ninguém estava preparado, veio também mostrar que  é preciso investimento sério na ação social.

E se o fizemos numa altura de crise, quando detectámos as falhas de pessoal e conseguimos colmatá-las com o programa PARES (que foi elaborado numa noite apenas, tal era a sua urgência), então agora sabemos que não é possível parar. E não parar nunca foi o que os trabalhadores do sector social nos mostraram. Este é o momento de viragem e vamos ver o que tem de mudar.”

A ministra relembrou ainda “os tempos muito difíceis que se viveram nos lares, nos quais temos agora apenas sete surtos activos, mas não podemos baixar a guarda, mesmo que a vacinação nos venha descansar um pouco”.

Álvaro Amaro saudou todos “aqueles que têm sonhos, determinação e perseverança, e cujo resultado é esta obra que valeu a pena, apesar de todas as dificuldades”.

O presidente do município frisou que “o concelho tem um grande défice de equipamentos sociais com estas respostas, pelo que tinha também de ser numa terra de ferroviários que este lar teria de nascer, um projecto que já na altura que foi apresentado era arrojado”.

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Incontornável, o tema da pandemia foi também abordado pelo autarca, que relembrou o apoio prestado “nos primeiros momentos em que não sabíamos como lidar com algo assim, mas este lar foi dos primeiros a um Plano de Contingência para o covid19, e onde também foi experimentado um processo de mobilização anti-vírus.

Infelizmente também aqui perdemos alguns amigos para o vírus.

Hoje há motivos de esperança, com a vacinação que já foi feita, e com a redução dos casos activos. Agora Palmela vai poder avançar para nova fase de desconfinamento, mas nada é ainda totalmente seguro.”

Por fim Álvaro Amaro prestou homenagem “à direção do Lar que não abandonaram o barco e a todos os trabalhadores pela sua dedicação aos utentes”.

Na cerimónia participaram também Luísa Ferreira Malhó, diretora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social, Manuel Lagarto, presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, e secretário da Associação Lares Ferroviários, Carlos Marques, presidente da Associação Lares Ferroviários e Amélia Talesso, presidente do Conselho Fiscal.


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