Julgamento do grupo que assassinou Wilham Mendes começou hoje em Inglaterra

Iniciou-se hoje em Inglaterra o julgamento dos quatro adolescentes que assassinaram em Dezembro de 2018 o jovem Willam Mendes nas ruas de Londres.

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Iniciou-se hoje em Inglaterra o julgamento dos quatro adolescentes que assassinaram em Dezembro de 2018 o jovem Willam Mendes nas ruas de Londres. Os menores, com idades entre os 15 e 17 anos e cujas identidades não podem ser divulgadas, foram acusados de sete crimes, incluindo um de roubo, dois de tentativa de roubo, um de homicídio e três de posse de arma proibida.

Apesar de se ter declarado inocente das várias acusações de roubo naquela noite, um dos adolescentes admitiu que esfaqueou Wilham Mendes, alegando auto-defesa e outro admitiu o envolvimento no roubo, mas declarou-se inocente do homicídio, e os restantes dois acusados negaram ter participado no roubo e no ataque.

O português Wilham Mendes foi roubado e esfaqueado em Londres uma hora depois de sair do trabalho num restaurante, por quatro adolescentes, embora de início tinham sido detidos apenas dois jovens pelo crime.

Fulcrais para o processo foram as imagens captadas por videovigilância no bairro onde o jovem residia e foi atacado, e que mostraram o ataque dos quatro adolescentes, que minutos antes tinham tentado assaltar outra pessoa, que conseguiu escapar.

Além do ataque, as imagens mostram ainda que um dos elementos do bando filmou o ataque com um telemóvel e, segundo o procurador público britânico Oliver Glasgow, «os quatro a abandonar o local “calmamente”, um deles a limpar e a esconder uma “faca enorme” nas calças e outro segurando a mala roubada a Wilham Mendes» e ainda dois deles a comemorar o sucesso do ataque com um toque de punhos fechados, o que o procurador descreveu como «um gesto chocante de celebração».

O jovem de 25 anos ainda tentou lutar, tendo em conta até a sua formação como pugilista, em que representou o Ginásio Clube de Corroios, Seixal, mas acabou por ser ‘violentamente esfaqueado e deixado a agonizar no chão’. Wilham Mendes morreu a caminho do hospital na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, tendo sido declarado morto pouco depois das 02h00 de 22 de Dezembro.

Wilham Mendes, natural da Guiné-Bissau mas de nacionalidade portuguesa, trabalhava como ajudante de cozinha num restaurante em Convent Garden, no centro da capital britânica, do qual saiu pouco antes da meia-noite de 21 de dezembro, a caminho de Tottenham, no norte, onde vivia sozinho.

O julgamento está previsto continuar durante cerca de seis semanas e a decisão será deliberada por um júri. Wilham Mendes foi um entre milhares de vítimas de um crescente número de crimes com armas brancas no Reino Unido, cujo número de homicídios ascendeu a 132 em Londres no ano passado, muitos dos quais jovens envolvidos com gangues.

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