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Jovem guineense com a vida por um fio recebe transplante de pulmão em Lisboa

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Isabel Bapalpeme, que estava gravemente doente desde 2014 e há vários anos sinalizada para um transplante de pulmão, acaba de receber o órgão que lhe poderá salvar a vida.

A jovem guineense, que esperou largos anos por um transplante, sobreviveu à cirurgia complicada, mas ainda não está totalmente livre de perigo, pese embora os médicos se manifestem positivos com a evolução do estado clínico de Isabel.

Há oito anos longe da família e com a vida por um fio, Isabel, depois de uma reportagem do semanário Expresso, viu não só as burocracias resolverem-se, como ainda pôde receber a família em Portugal. Na altura, em Fevereiro deste ano, gerou-se, também, uma onda de solidariedade entre os portugueses, que juntaram dinheiro suficiente para pagar a viagem da família e até para mobilar a casa da jovem.

Nos últimos meses, Isabel, de 30 anos, foi ficando cada vez mais frágil, com uma insuficiência respiratória “catastrófica” e totalmente dependente de oxigénio. Depois de vários internamentos, a 16 de Setembro, o corpo acabou por ceder e a jovem guineense foi obrigada a dar entrada nos cuidados intensivos do Hospital de São José, em Lisboa, em estado crítico. Quatro dias depois, quando os médicos já lhe davam poucas horas de vida, apareceu um pulmão.

“Em todo este tempo de espera, foi o primeiro órgão verdadeiramente compatível. Sem isso, já não teria chegado ao dia seguinte”, sublinhou José Fragata, director do serviço de cirurgia cardiotorácica e transplantação do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, onde trabalha a única equipa que realiza esta intervenção em todo o país.

Em Portugal, 15% dos doentes morrem à espera de um pulmão. Foi por isso por milagre que Isabel não se tornou um deles. “A cirurgia foi muito complicada devido ao estado de enorme fragilidade em que já se encontrava”.


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