Mundo

Jornalista chinês libertado três anos depois de denunciar o surto de covid em Wuhan

Fang Bin, um cidadão-jornalista desaparecido há três anos por conta de reportagens sobre o início do novo coronavírus em Wuhan, na China, (primeiro epicentro da doença), foi finalmente libertado.

Relatos dos media locais, conforme avançado pelo The Guardian, dizem que Fang Bin foi libertado da detenção no último domingo, dia 30 de abril, segundo relatos dos próprios familiares. 

O jornalista teria sido enviado a Pequim, onde moram alguns dos seus familiares, antes de retornar a Wuhan na manhã da última segunda-feira, dia 1 de maio, onde permanece sob estrita supervisão.

De acordo com um grupo chinês de monitoramento de direitos humanos, nem as autoridades de Pequim nem as de Wuhan queriam a responsabilidade de manter Fang.

Fang Bin foi um dos vários chineses que foram alvos do governo por conta de relatarem publicamente o primeiro grande surto de covid-19 em Wuhan e registrar os primeiros grandes bloqueios que a cidade enfrentou. Ele e o seu colega jornalista, Chen Kishi, desapareceram em fevereiro de 2020.

No último domingo, a Associated Press citou uma fonte alegando que Fang Bin foi condenado a três anos de prisão por “causar distúrbios e provocar problemas”, uma acusação, embora vaga, tradicionalmente usada contra dissidentes políticos. 

A Radio Free Asia acrescentou que ele cumpriu a sua sentença em um centro correcional no distrito de Jiangxia, em Wuhan.


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