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Jerónimo de Sousa participou na preparação do XXI Congresso do PCP em Pinhal Novo

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, esteve na tarde de sábado no Pinhal Novo, numa reunião de preparação para o XXI Congresso do PCP, sobre «Os problemas económicos e sociais e as respostas necessárias», que decorreu no salão dos Bombeiros Voluntários.

No seu discurso, a única parte da reunião com a presença de jornalistas, Jerónimo de Sousa direccionou-se exclusivamente à votação do Orçamento de Estado 2021.

“Temos feito um percurso sobre o processo do OE2021, que este ano é apresentado num quadro muito difícil devido à pandemia de covid19, com o pais a apresentar mais de 700 mil desempregados e uma quebra do PIB de 8% até ao final do ano. A isto acresce a pressão sobre o SNS, que tem de lidar com a pandemia e responder a todos os outros problemas da população.

Tudo indica que a perda de salários e de rendimentos será ainda pior em 2021 e o próximo OE não responde na totalidade ao que o país realmente necessita, quer a antigos quer a novos problemas.”

Jerónimo de Sousa criticou também as opções do Governo “que não estão a ir no sentido de ajudar os trabalhadores e a população, mas sim de dar apoio aos grandes grupos económicos, canalizando para estes os recursos e continuando a adiar decisões”.

Apesar das críticas, o secretário-geral dos comunistas admitiu que o próximo OE “aproxima-se de várias das propostas do PCP, como o aumento das pensões e a atribuição do subsídio de insalubridade, mas não responde a todos os problemas dos portugueses. É preciso fazer corresponder as palavras aos actos.”

Acerca da abstenção do PCP na votação na especialidade, Jerónimo de Sousa explicou que “esta não foi um ponto de chegada, antes permite passar a outra fase da discussão e é a luta que iremos travar até ao fim para garantir mais direitos, o garante da voz que não irá faltar aos trabalhadores”.

Apontou depois alguns aspectos a discutir na especialidade “com um debate mais completo sobre assuntos como o aumento de recursos para o SNS, a valorização dos salários e das carreiras, o reforço do serviço público com mais contratações e um suplemento para os trabalhadores dos serviços essenciais, uma justa política fiscal e apoios para a cultura”, entre outras propostas.

Os comunistas querem ainda que o Estado retome o controlo público “dos CTT, do aeroporto e do Novo Banco”.

Sobre a votação na especialidade, Jerónimo de Sousa deixou o aviso: “iremos votar consoante a versão final do OE em matérias fundamentais para o país”.  

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