Je suis Marega!

Mais um Espatafúrdios do Quotidiano.,

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É simplesmente lamentável o que se sucedeu em Guimarães no passado fim-de-semana. Durante o jogo de futebol entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto, após marcar um golo, o jogador Marega foi alvo de duros ataques racistas.

O atleta perdeu a paciência e decidiu abandonar o jogo, apesar dos esforços por parte dos colegas de equipa e até da equipa adversária para que não tomasse tal atitude. Mas não havia nada a fazer, pois Marega estava decidido e abandonou o relvado.

Depois deste sucedido, gerou-se uma onda de solidariedade para com o jogador, com várias pessoas a usarem as redes sociais para sair em defesa de Marega e até o Presidente da República veio a público repudiar os actos de racismo por parte de alguns adeptos do Vitória de Guimarães.

Na verdade, ainda ninguém teve provas concretas do que terão dito a Marega para que tivesse tal atitude, mas o Estapafúrdios do Quotidiano — como sempre, na frente de todos os acontecimentos! — conseguiu chegar à fala com Marega, que nos contou todos os pormenores…

Estapafúrdios do Quotidiano: “Ora viva, Marega. Deixe-nos, desde já, mostrar o nosso total apoio pela nobre e corajosa atitude que teve. É lamentável tudo o que aconteceu e até nos sentimos envergonhados como cidadãos portugueses…”

Marega: “Obrigado. Obrigado…”

E.Q: “Agora… Todos nos apercebemos que a sua decisão em abandonar o campo deveu-se ao facto de estar a ser alvo de cobardes ataque racistas. Mas, ao certo, não sabemos o que lhe disseram. Podia esclarecer-nos?”

M: “Oh, não foi nada demais… Já estou habituado a que me comparem com o líder da claque do FC Porto.”

E.Q: “Hã? Como assim?”

M: “Sim. Já estou habituado a que me chamem de macaco.”

E.Q: “Ah! Pois, mas isso é horrível! Lamentável! Isso é caso de polícia!”

M: “Pois… Acho que sim… Não sei…”

E.Q: “Não sabe, mas sabemos nós! Era pegar nessa gente toda, encostá-los a uma parede e…”

M: “Pronto. Não aguento mais! Isto já está a consumir-me!”

E.Q: “Pois! Nós entendemos! Não se admite, em pleno 2020, ainda existir pessoas mesquinhas e nojentas que são capazes de ataques de racismo!”

M: “Não aguento. Vou ter de contar a verdade!”

E.Q: “Marega… desculpe, mas está a falar do quê? Estamos um pouco perdidos agora…”

M: “Na verdade… eu não fui alvo de racismo… Quer dizer, fui e não fui…”

E.Q: “O quê? Como não? Mas abandonou o campo e tudo!”

M: “Sim, tive mesmo de abandonar porque já não aguentava mais… Estava mesmo à rasquinha…”

E.Q: “À rasquinha? Como assim?”

M: “Sim! Estava mesmo aflito para fazer a necessidade fisiológica nº2…”

E.Q: “Hã?! Como assim? Não estamos a perceber nada!”

M: “Eu explico… Desde que o FC Porto ficou a 7 pontos de diferença do Benfica que começou o meu calvário. O stress dentro do plantel era demasiado. Tínhamos de ganhar custasse o que custasse.

O Sérgio Conceição começou a fazer uma pressão horrível em nós e eu não aguentei. De um momento para o outro deixei de conseguir fazer a necessidade fisiológica nº2! A pressão era tanta que afectou o meu sistema nervoso. Então, depois de uma semana sem conseguir fazer nada, tive de começar a tomar xaropes para regularizar os meus intestinos. Mas nem assim fazia. Nem mesmo quando ganhámos ao Benfica no Estádio do Dragão e reduzimos para 4 pontos de diferença, voltou ao normal.

Então, tive de optar por algo mais agressivo e comecei a usar clisteres. Muitos de seguida e mesmo assim nada. Até que, após marcar o golo ao Vitória de Guimarães, tudo despoletou de repente e não consegui aguentar. Ainda tentei, mas era forte demais. Mas como tinha vergonha de dizer que ia abandonar para ir evacuar, aproveitei o facto de me estarem a bombardear com insultos racistas para ir à casa-de-banho.

Como sabia que ia demorar muito tempo, era preferível sair e já não voltar… Pronto. Foi isto que aconteceu. Oi? Estão aí? Sim?”

E.Q: “Estamos sem palavras…”

M: “Ainda bem que estão sem palavras, que tenho de ir a correr para  a casa-de-banho que estou a sentir outro aperto! ADEUS!”

Se foi isto que aconteceu ou não, não sabemos. Mas… é o que temos!

 

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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