Opinião

Já fui vacinado!!!

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Olá cá volto eu à superfície depois desta semana que foi um turbilhão de notícias.

Mas fiquem descansados(as) que não passei à frente de ninguém para receber a vacina contra a COVID-19.

Já fui isso sim vacinado contra a COACÇÃO. Mas já explico mais à frente na última parte.

OS CASOS NO PAÍS

As tão almejadas vacinas chegaram finalmente a Portugal mas não sem polémica. Com a disputa inútil a partir do Hospital de Évora com a PSP e a GNR a disputarem a primazia da escolta das vacinas até o Algarve. Mas tirando esse caricato episódio com contornos anedóticos. As coisas até iriam andar bem.

O problema foi depois com vacinas que seriam para lares a serem desviadas para os diretores dos mesmos e seus familiares.

Isto para acabar com o senhor Francisco Ramos coordenador da Task Force da vacinação a ofender todos os portugueses que se sentiram revoltados. Dizendo que os únicos revoltados foram os que votaram no CHEGA.

Depois o caso do hospital da CVP foi a gota de água que faltava. Tendo António Costa que tomar a medida da sua substituição pelo Sr. Vice-almirante Gouveia e Melo. Que por acaso já tinha a pasta da logística da distribuição e que fica agora com a direcção da Task Force e vai decretar regras claras e inequívocas. Quando se quer ordem na casa chama-se os militares. E agora estarão também em causa e sob escrutínio as forças armadas. Que certamente farão melhor serviço que um comissario politicamente nomeado.

O CASO NO DISTRITO DE SETÚBAL

Aqui as coisas foram bem mais complicadas. Em primeiro lugar porque as vacinas foram distribuídas também a alguns funcionários da segurança social de Setúbal.

Alegadamente e segundo noticia no jornal O OBSERVADOR 126 funcionários. Para tal foram desviados 23 frascos que se destinavam aos lares e funcionários dos mesmos. Isto a pedido da própria Segurança Social de Setúbal.

O caso continuou com a demissão da dirigente distrital do distrito. A coisa poderia politicamente ter ficado por aí. Mas não ficou. Isto porque o grande problema que colocou todos os holofotes em cima disto foi uma das funcionárias que também é vereadora eleita pelo PS na Câmara Municipal do Seixal ter colocado uma imagem do papel da vacinação no seu perfil no Facebook. Ai rebentou a indignação e foi um salto até aparecer na televisão. A vereadora Elisabete Adrião ainda terá tentado emendar a mão mas já não foi a tempo. Porque a coisa espalhou-se rapidamente quer através das redes sociais quer na imprensa regional e nacional.

Isto sem nunca ter proferido ou tentado dar uma explicação o que empolou ainda mais o caso e também a revolta popular.

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Provavelmente tê-lo-á feito num momento de satisfação pessoal e até de alívio por poder voltar a retomar a vida normal. Se fosse um qualquer desconhecido sem responsabilidades políticas a coisa teria passado. Mas não trata-se de uma vereadora vacinada com uma dose que iria ser destinada a um lar da região. Numa altura em que se está farto de saber que quem mais morre são exactamente os idosos. Este acto irrefletido só poderia causar revolta.

E foi o que aconteceu. Quem está na política deve guardar recato e ter seriedade. A verdade é que se o calendário de vacinação anão a incluía no primeiro grupo a ser vacinado. Tinha uma hipótese de recusar ser vacinada para já. Não o fez. E não só foi vacinada como ainda expôs a situação como se fosse a coisa mais normal do mundo.

E não é. À MULHER DE CÉASAR NÃO BASTA SER SÉRIA. É PRECISO PARECE-LO!!!

Quem vai para a política tem que saber que isto não é um baile de gala é algo sério. Num cargo político devemos estar sempre vigilantes dos nosso próprios actos. Sermos os nossos próprios policias e exigentes connosco mesmos. Pois qualquer acto irreflectido pode ser aproveitado pelos adversários políticos. Quando assim não é sujeitamos-nos até a fazer parte do anedotário nacional do programa do Ricardo Araújo Pereira. Com o total descrédito público que isso acarreta.

Há quem diga (e agora entramos nos boatos) que isto serviu muito bem para desviar as atenções dos casos de COVID-19 na câmara municipal de Setúbal. Alegadamente contraídos após presença num comício eleitoral do PCP na campanha presidencial.

Outros dentro do concelho do Seixal afirmam que o caso terá sido empolado para favorecer uma facção da concelhia do PS Seixal que pretende ficar na cabeça-de-lista às próximas eleições autárquicas.

O que é certo é que este caso vai ter custos políticos pela certa. E só depois de contados os votos vamos poder saber toda a sua verdadeira extensão.

A minha conclusão é que se tivesse havido uso da consciência nada disto estaria a fazer correr tinta.

VACINEI-ME CONTRA A INTIMIDAÇÃO

Quando isto rebentou na sexta-feira passada. Obviamente que me senti revoltado e partilhei e comentei a notícia em vários grupos do concelho do Seixal e nos que administro. O que eu não esperava foi a barragem de tentativa de controle; censura e ataque pessoal. Mas não tenho problema nenhum. Eu sempre aguentei bem as coisas da vida.

Os ataques foram-me dirigidos por duas pseudo-apoiantes do PS Seixal e um convicto apoiante do PS Almada. Como eu nunca fiz destinação entre partidos políticos e essas mesmas pessoas chegaram a partilhar causas públicas comigo o natural é que fossem meus amigos no Facebook. Eu tenho amigos em todas as alas políticas. Os ataques foram desde a tentativa e controle da informação primeiro por mensagem privada a partir do concelho Seixal.

Depois já no grupo MARGEM SUL LIVRE DE CENSURA passou-se ao debate acalorado. Onde até um vereador eleito pelo PS Seixal alegava que eu teria ligações ao PCP no Seixal. Mas a pedra de toque foi esses 3 apoiantes virem escrever no meu Facebook que eu “dormia” politicamente com os comunistas do Seixal e ao mesmo tempo com o PSD. Faltou nomearem também o BE; CDS e PAN. Claro que uma pessoa minimamente inteligente descarta tais amizades. Depois disso tentativa de achincalhar e interferir na minha liberdade de escolha e pensamento. Nas minhas liberdades de escrutínio público e de expressão continuaram. Com passagem à ameaça de processos. Dai eu passar ao passo seguinte de os expulsar dos grupos onde sou administrador foi um passo.

Mas quando eu pensava que duas senhoras não conseguiam descer mais baixo. Eis que as mesmas que se diziam defensoras dos cidadãos do concelho do Seixal e que até foram na marcha lenta. Conseguem a proeza de descer mais baixo que a cloaca. Com mensagens das quais onde afirmam saber mais da minha vida do que eu penso

Bom juntando isto tudo das duas uma ou a minha vida pessoal/profissional deve ser muito interessante. Ou se calhar julgam que devo ter algum segredo íntimo que não quero que se saiba. Ou estou perante duas pessoas profundamente homofóbicas que talvez pensam que sou homossexual ou outra coisa qualquer.

E acham que me calam com isso. Em todo o caso ser ou não é perfeitamente assunto que só interessa mesmo a alcoviteiras de baixo calibre. Não foram estes certamente os fundamentos e princípios com que Mário Soares fundou o PS. E que estas santas almas nunca perderam tempo a ler. Afinal quem é que faz política baixa e rasca.

O PCP no Seixal tem a sua rede de recolha de informação. O PS no Seixal em vez de arrumar a casa. Agora tem apoiantes que devem andar a vasculhar perfis alheios  em busca de podres para talvez para silenciarem as vozes criticas.

Já estou a imaginar a calorosa recepção que a caravana do PS Seixal vai ter se estas duas senhoras vierem na comitiva. A menos que uma delas torne a mudar de partido. Afinal dá sempre jeito uns bilhetes grátis para concertos e exposições promovidas pelas câmaras municipais.

No meio disto tudo, o presidente da câmara municipal joga uma cartada política de mestre. Recusa ser para já vacinado.

Termino com um conselho ao PS local passem vocês mesmos a fazer o controle de danos e da narrativa. Entregar essa função a duas senhoras amadoras e que não dominam a língua nem as emoções pode colocar em causa todas as hipóteses de angariar votos. O próprio António Costa já veio publicamente admitir os erros e vocês nas vossas fileiras tendes gente que quer ser mais papista que o papa?

Como vêm, vacinei-me contra a intimidação.

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