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Irão cede e anuncia fim da “polícia da moralidade”

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A polícia da moralidade uma força que sobretudo detinha mulheres que não usavam o véu islâmico de acordo com os códigos do país foi abolida, a informação foi avançada pelo procurador-geral do país, Mohamad Jafar Montazeri.

Esta medida vem de encontro aos movimentos populares de protestos que o país vive há três meses, após a morte da jovem curda Mahsa Amini, de 22 anos, que havia sido detida justamente pela polícia da moralidade por usar o véu islâmico de forma inadequada.

Contudo Montazeri explica que o poder judiciário continuará a fiscalizar o comportamento comunitário e destaca a importância do vestuário feminino.

O mau ‘hijab’ (véu islâmico) no país, especialmente na cidade sagrada de Qom, é uma das principais preocupações do poder judicial, bem como da nossa sociedade revolucionária, mas se deve notar que a ação legal é o último recurso e medidas culturais precedem qualquer outro”, justificou Montazeri.

Segundo o Conselho de Segurança do Irão morreram mais de 200 pessoas desde do início dos protestos, contudo organizações não governamentais estrangeiras como a Iran Human Rights (IHR) estima que o número já vai em mais de 400 mortes.

“Isto não é um protesto, isto é uma revolução”, “não queremos a República Islâmica”, “morte ao ditador”, são algumas das frases que os manifestantes gritam nas manifestações de rua ou à noite das janelas das suas casas e escrevem nas paredes do prédio desde setembro passado.


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