Inquérito interno na Soflusa imputa incidentes a «passageiros sublevados»  

A Soflusa aponta a responsabilidade dos incidentes da madrugada de 14 de Julho, na ligação Lisboa-Barreiro, ao comportamento menos próprio dos utentes.

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DIÁRIO IMAGEM
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Alguns utentes apresentaram queixas à Soflusa depois dos incidentes que ocorreram durante a greve dos mestres, nomeadamente na madrugada de 14 de Julho, quando uma das embarcações se recusou a admitir passageiros na ligação entre Lisboa e o Barreiro.

A resposta da Soflusa, a que o Diário do Distrito teve acesso, começa por lamentar os «incómodos e sobressalto decorrentes do episódio» e esclarece que «houve uma averiguação interna realizada pela área competente, apontado a origem dos incidentes para o «acesso ilegal de passageiros» e aos actos de violência destes e que «não se verificou qualquer indício, no decurso desta averiguação, que permita concluir que o comportamento do Mestre foi inadequado».

Segundo a Soflusa foram apurados os seguintes factos: «No dia 14 de julho às 00h24 atingiu-se a lotação do navio. As informações afixadas no terminal e no site da Transtejo anunciavam que as carreiras das 00h00, 01h00 e 2h00 estariam sujeitas a confirmação.

Apesar da presença policial junto dos torniquetes da sala três e dos respetivos validadores anunciarem o fim de embarque, os passageiros continuaram a entrar na sala de embarque, saltando por cima dos torniquetes.

Ao aperceber-se desta situação, o operador da mesa de controlo informou o Mestre do que estava a acontecer no terminal. Como o Mestre considerou que não estavam reunidas as condições para efetuar o embarque em segurança, manteve o navio atracado.»

A empresa refere ainda que «às 00:42 vários passageiros transpuseram ilegalmente as cancelas de saída com o objetivo de embarcarem. O mestre ao aperceber-se da situação, deu ordem para largar. O navio foi atingido por vários objetos arremessados pelos passageiros e permaneceu ao largo até à 01h20.

Quando os passageiros na sala de embarque constataram que navio tinha largado isolado ficaram ainda mais exaltados. Alguns pontapearam a sala de controlo e ameaçaram verbalmente o Agente Comercial de serviço.

Durante os cerca de quarenta minutos que o navio permaneceu ao largo o Agente Comercial responsável pela Mesa de Controlo esteve em contacto com o responsável pelo terminal e com inspetor que se encontrava na via fluvial do Barreiro.»

Segundo a Soflusa «os agentes da polícia marítima que prestavam serviço no terminal, pediram mais reforço policial» e ainda «dado a gravidade da situação, foi pedido mais auxílio à 2ª Esquadra de Lisboa, tendo comparecido ao local o Subcomissário acompanhado de um contingente da Equipa de Intervenção Rápida (EIR).

Apesar da presença das forças de intervenção, alguns passageiros sublevados, danificaram validadores e torniquetes na sala 2. Foi finalmente restabelecida a ordem no terminal após a chegada de mais agentes da Polícia Marítima que, em conjunto com a Equipa de Intervenção Rápida, conseguiram reunir as condições necessárias para se efetuar um embarque ordeiro e seguro.

O navio atracou no pontão Telhal à 01h20 embarcou os passageiros e largou à 01h30 com cinco elementos da Polícia Marítima a bordo.

Nem a presença policial a bordo foi suficiente para apaziguar alguns passageiros que continuavam a insurgir-se contra os elementos da tripulação.

Face ao que se passava a bordo, o mestre, após ter falado com o Agente Comercial responsável pela mesa de controle do Terminal do Barreiro, achou prudente a presença de mais agentes policias à chegada do navio Almeida Garrett ao Terminal do Barreiro. O desembarque decorreu sem incidentes e o navio regressou a Terreio do Paço para tomar os restantes passageiros. A carreira das 02h15 decorreu com normalidade.»

A Soflusa afirma garantir a segurança dos passageiros «com vigilantes, com a presença reforçada da polícia Marítima e/ou com a Polícia de Segurança Pública, sempre que se preveem perturbações e aglomerados de passageiros superiores ao normal» mas considera que «infelizmente, esta presença policial é necessária pois alguns passageiros, sobretudo quando há supressões e períodos de espera mais prolongados, adotam atitudes incorretas, imprudentes e invasivas que colidem com o bem-estar da maioria dos nossos clientes, entrando ilegalmente nas salas de embarque, empurrando ou tentando passar à frente dos que já se encontram à espera da próxima carreira.»

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