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Iniciativa Liberal acredita que a indústria poderá renascer em Setúbal

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No último fim-de-semana antes do país ir a votos, a Iniciativa Liberal contínua no terreno em campanha eleitoral, e o Distrito de Setúbal tornou-se paragem obrigatória para o líder João Cotrim Figueiredo e seus liberais.

Por entre ações de rua e passagens por empresas e instituições, a Iniciativa Liberal esteve na FCT no Monte da Caparica – a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS). Pelo meio, os liberais sentaram-se também com a AISET, a Associação da Indústria da Península de Setúbal.

No IPS, Cotrim Figueiredo foi recebido por Pedro Dominguinhos, Presidente do Politécnico, que deu a conhecer alguns dos projetos da instituição como a Oficina Lu Ban portuguesa, com um laboratório com tecnologia de ponta, onde está a ser desenvolvido um projeto de robótica financiado por uma universidade chinesa, com a qual os alunos e professores, fazem contatos e parcerias de conhecimentos. Também um projeto em que cerca de 30 alunos estão a criar um carro de raiz, cativou o líder do IL, que salientou a importância da “proatividade da instituição e dos próprios alunos”.

À conversa com o Diário do Distrito, o deputado e candidato do IL, João Cotrim Figueiredo deixou uma reflexão sobre a passagem nas duas instituições de ensino: “sendo modelos diferentes, ganharam forma, cada um à sua maneira, de chegar junto das empresas e seguir o seu caminho. Desta forma e com projetos inovadores, conseguem atrair alunos com perfis diferentes, e assim construir competências diferenciadas”. “Isto é o que faz a riqueza do ensino superior”, frisou, acrescentando que, “se cada uma das nossas instituições estivesse à procura da melhor maneira de se adaptar ao seu tecido empresarial, ou a uma especialidade qualquer, íamos gerar uma riqueza brutal de abordagens… mais concorrência, mais auto-evolução, e abordagens diferentes, o que faria produzir mais conhecimentos e salários médios mais altos”, concluiu.

Sobre o distrito, Cotrim Figueiredo considera que “a Pensínsula de Setúbal tem várias realidades”: de olhos postos em Lisboa, “uma zona norte mais desenvolvida, à beira da ponte e fruto de muita procura residencial, uma zona mais industrial e mais estagnada no tempo, e uma zona mais rural”, explicou. O seu ponto de vista é que “existe um desânimo quando se olha para a frente e não se vêm oportunidades, sobretudo para os mais jovens”. O líder dos liberais considera no entanto que “esta situação não é caso único no país”, e por isso lembrou que “o crescimento económico foi colocado como prioritário na campanha, porque se considera que sem isso, as pessoas não poderão sair deste desânimo”.

Ainda a propósito de Setúbal, Cotrim Figueiredo sublinhou que “nesta cidade talvez se note mais o desânimo, porque a região foi durante muito tempo uma espécie de motor do renascimento industrial português, e agora não o sendo, acreditamos que é possível voltar a sê-lo”, rematou.

Joana Cordeiro: “Temos que manter as pessoas a trabalhar deste lado…”

A cabeça de lista dos liberais pelo Círculo de Setúbal aponta o dedo à “propaganda, ao empreendedorismo e ao falso crescimento”, e justifica com “o excesso de burocracia que dificulta muitas vezes os processos de arranque dum potencial negócio”. Joana Cordeiro refere que “já que existe um PPR, temos fundos e apoios, temos que aproveitar, e aplicá-los bem para que no futuro, apareçam bons resultados”.

Olhando o distrito, Joana Codeiro considera que é “fácil olharmos para alguns indicadores macro económicos, e até pode ser e parecer positivo, mas depois no terreno, e olhando a realidade, isso não acontece”.

Joana Cordeiro lembrou ainda o quão é “importante criar empregos desta lado, porque as pessoas queixam-se da mobilidade, e a verdade é que se ouve falar de terceiras travessias do Tejo, mas se as pessoas continuarem a circular e a trabalhar em Lisboa, daqui a uns anos até se falará uma quarta travessia”. Para a candidata do IL “isso não faz sentido”, e rematou dizendo que “temos que manter as pessoas deste lado, criar empregos e oportunidades para que possam fazer a sua vida perto das famílias e na suas zonas de residência”.


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