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Indecisão sobre novo aeroporto pode custar milhões de euros a Portugal

Se nos próximos cinco anos não for construído um novo aeroporto, para dar resposta às necessidades que o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, já apresenta, Portugal pode perder até 21,4 mil milhões de euros nos próximos cinco anos se esperar por Alcochete, e até nove mil milhões de euros se o projecto avançar para o Montijo.

Tudo porque o país está sem alternativa para acompanhar a recuperação do turismo, e a fatura será agravada quanto mais tarde começar a operar o novo aeroporto, seja no Montijo ou em Alcochete.


A conclusão é do estudo ‘O custo da não decisão sobre a implementação do novo aeroporto de Lisboa’ realizado pela consultora Ernst & Young (EY) para a Confederação do Turismo de Portugal e apresentado esta quinta-feira.

Neste estudo, citado pelo ‘Dinheiro Vivo’, são analisados quatro cenários sobre o ritmo de crescimento da procura (mais rápido ou mais lento), bem como o período de cinco ou treze anos, até o país ter uma nova infraestrutura aeroportuária em funcionamento.

Se a opção no Montijo avançar e estiver operacional em 2028, a perda da receita fiscal está estimada em 1,9 mil milhões de euros até 2027 e a perda de potencial acumulada de riqueza gerada (VAB) atingirá os 6,8 mil milhões de euros, representando menos 27,7 mil empregos anuais.

«Se juntarmos ao VAB não realizado os impostos não cobrados, o país pode vir a perder cerca de nove mil milhões de euros até 2027. As perdas económicas podem ascender a 0,77% do PIB e a 0,99% no emprego nacional, neste cenário de decisão adiada e de recuperação rápida», perspetiva a consultora.

No entanto, se o Governo optar pela construção de um aeroporto de raiz no Campo de Tiro de Alcochete, operacional apenas em 2034, o valor perdido para a economia nacional pode ascender aos 21,4 mil milhões de euros, e menos 40 mil postos de trabalho por ano.

«Num cenário extremo, em que a procura turística ultrapassa a registada em 2019 e em que a decisão sobre a construção do novo aeroporto de Lisboa continua adiada (cenário Portela+1 ou novo aeroporto disponível em 2034 e recuperação da procura em 2023) estima-se que os impactos globais acumulados no VAB deverão atingir os 21,4 mil milhões de euros. Este impacto económico significaria em média cerca de menos 40 mil empregos anualmente e uma receita fiscal perdida de seis mil milhões de euros até 2014» refere o estudo.


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