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Incêndios: Mais de 600 operacionais protegem povoações na linha do fogo em Oleiros

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“Algumas povoações na linha do incêndio estão a ser protegidas pelas equipas que estão no terreno”, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, frisando que, enquanto o incêndio não estiver dominado, “há sempre risco” para as localidades, sobretudo as mais próximas do mato.

“Risco há sempre, porque enquanto o incêndio está ativo, continua em progressão. Até estar dominado, todas as aldeias que estejam na linha do incêndio vão ter de ser protegidas, porque são sempre aldeias em risco”, precisou a mesma fonte, indicando que naquele caso estarão, por exemplo, as localidades de Figueiredo e Carvalhal.

No terreno continuam 624 operacionais, apoiados por 198 veículos.

“Felizmente, tem estado a correr bem”, apontou o CDOS de Castelo Branco. “Há zonas em que [as chamas] já estão a ceder aos meios de combate”, informou a mesma fonte, precisando que está a ser usada “maquinaria pesada para abrir acessos e faixas”.

Para já, “a operação mantém-se equilibrada” e “decorre favoralmente”, acrescentou.

O incêndio deflagrou às 15:31 de sábado em Oleiros, Proença-a-Nova, e alastrou aos concelhos vizinhos.

À Lusa, o comandante Carlos Pereira, do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil, indicou anteriormente que “há várias aldeias ou povoações dispersas no sentido da progressão do incêndio”.

“Os bombeiros estão a começar a dispersar alguns veículos [de combate às chamas] na linha de propagação”, informou o comandante ao início da madrugada, precisando que o fogo “está alinhado em direção à Sertã e um pouco em direção a Proença-a-Nova”.

Na sequência de um acidente durante o combate àquele incêndio, um bombeiro da corporação de Proença-a-Nova foi encontrado morto, na noite de sábado.

Diogo Dias, bombeiro de 21 anos, seguia na viatura que se despistou em Perna do Galego, concelho da Sertã, às 20:06.

O acidente provocou também ferimentos ligeiros em três bombeiros e há a registar um ferido grave, assistido no local por uma equipa do INEM e transportado para o hospital, em Coimbra, com um traumatismo na face, segundo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo.

O autarca explicou que os cinco bombeiros se encontravam no combate às chamas e a viatura em que seguiam, quando se deslocavam de um ponto para o outro, capotou.

“Durante uma manobra rebentou um pneu, que criou instabilidade no veículo e capotou”, referiu à agência Lusa.

 

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