Ida ao médico mais complicado

Governo limita margem de lucro aos comercializadores de material de proteção individual, como máscaras, gel e equipamentos

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Os seguros estão a avaliar a situação de pagamento ou não dos materiais usados nas idas aos médicos privados, a partir de agora, quem for ao médico privado terá que pagar todo o equipamento utilizado durante a consulta.

Os abusos nos preços cobrados por determinados produtos são vários e centenas de queixas já chegaram à DECO a dar conta desse mesmo abuso.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisou e o Governo legislou esta quarta-feira a percentagem de lucro na comercialização de dispositivos médicos, equipamentos de proteção individual (EPI), álcool etílico e gel desinfetante cutâneo de base alcoólica, percentagem que não pode exceder os 15%.

Existem vários casos de utentes que tiveram que realizar exames e que acabaram por pagar bata, touca, luvas, pés, máscara e viseira para proteção do profissional que prestou o serviço. Segundo fonte próxima da CUF, essa cobrança já se faz há vários dias.

Queixas aumentam

A queixa dos utentes tem aumentado nos últimos tempos, a associação de defesa do consumidor, DECO, diz estar atenta a estes casos a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), também diz estar atenta ao fenómeno, pois são já várias as ações de fiscalização que tem sido realizada ao longo dos últimos dias aos operadores económicos nessa área.

Os seguros estão a analisar as convenções, mas ao que parece, os equipamentos utilizados ficam de fora dos pagamentos das seguradoras.

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