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Hospital de Setúbal debaixo de fogo

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O Hospital de São Bernardo está na mira com os casos de sobrelotação das urgências e o bebé sem rosto que marcam a atualidade mediática há já várias semanas.

O alerta soou no domingo, dia 13 de outubro, com a aplicação da medida de encaminhamento das ambulâncias para outros hospitais da região de Setúbal. O caos instalou-se das 12 horas às 16:30 horas com o serviço de urgências a repor a normalidade na receção de ambulâncias.

Se a situação espantou a sociedade civil, para Eduardo Martins, comandante dos Bombeiros de Palmela, em declarações ao JN é algo que “tem sido hábito as ambulâncias ficarem retidas no hospital por falta de escoamento dos doentes que entram nas macas”. E até mesmo os bombeiros de Águas de Moura e de Palmela não se mostraram surpreendidos pela decisão tomada a domingo, apenas pelo seu caratér tardio, já que os constrangimentos tinham sido verificados ao longo de toda a semana.

A deputada Eurídice Pereira, membro da Comissão Parlamentar da Saúde, aponta que a principal falha na saúde em Setúbal é a falta de capacidades em fixar médicos na região.

Adianta mesmo que o despontar de um Serviço de Urgência Geral na próxima legislatura, com respostas também para os doentes do Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão, não resolverá o problema sem médicos. Reforçando que os profissionais de saúde “devem essa dedicação ao Sistema Nacional de Saúde. O Estado financia a sua formação nas universidades púbicas e os concursos, como o que que abrimos este ano para colocar médicos em Setúbal, não podem ficar por preencher”, destaca à publicação O Setubalense.

Muito embora reconheça que “os espaços atuais não têm condições para dar a resposta necessária, apesar do esforço continuado dos profissionais de saúde”, reforça em declarações ao mesmo jornal. Apontando também como problema a falta de autonomia na capacidade de respostas de Setúbal em comparação com os hospitais da capital e os privados

Outro dos casos que ecoou na comunicação social foi o nascimento do bebé sem rosto nesta unidade de saúde. O obstetra Artur Carvalho, médico também no Hospital de São Bernardo, não identificou as anomalias através de ecografias realizadas na clínica Ecosado. O Centro Hospitalar de Setúbal abriu um inquérito para apurar se foram efetuados corretamente todos os procedimentos no parto do bebé, no dia 7 de outubro, no Hospital São Bernardo. E apesar do incidente, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) decidiu não abrir um inquérito autónomo, mas acompanha o instaurado pelo Centro Hospitalar de Setúbal.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, em entrevista à SIC Notícias diz que a região sul tem 1400 processos por resolver, adiantando que já tomou medidas para dar resposta a estas contendas e reiterou o pedido de desculpas aos portugueses pelo caso do bebé com malformações graves. Entretanto, o médico Artur Carvalho também foi suspenso pela Ordem por “fortes indícios de que queixas poderão ter fundamento”.

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