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Honras de Panteão Nacional e no Parlamento assinalam aniversário de Aristides de Sousa Mendes

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A cerimónia de concessão de honras de Panteão Nacional ao antigo cônsul Aristides de Sousa Mendes vai realizar-se no próximo dia 5 de Outubro, informou hoje a porta-voz da conferência de líderes parlamentares.

«No âmbito da concessão de honras de Panteão Nacional a Aristides Sousa Mendes e do 136.º aniversário do seu nascimento, o grupo de trabalho entendeu que o dia 5 de Outubro [feriado nacional em que se assinala a implantação da República] seria uma boa data para fazer esta cerimónia», referiu a porta-voz da conferência de líderes, a deputada socialista Maria da Luz Rosinha, no final de uma reunião deste órgão.

Para assinalar o aniversário de Aristides de Sousa Mendes, em 19 de julho haverá uma cerimónia no parlamento em que será entregue à Assembleia da República um busto do antigo cônsul por parte do grupo de trabalho.

O grupo de trabalho responsável por definir o processo de concessão de honras de Panteão Nacional a Aristides de Sousa Mendes foi constituído em outubro do ano passado, contando com representantes de todos os partidos (exceto Chega) e familiares do antigo cônsul.

Este grupo de trabalho surgiu no seguimento da aprovação, em julho, de um projeto de resolução proposto pela deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, que recomendava a homenagem do antigo cônsul Aristides de Sousa Mendes no Panteão Nacional.

A recomendação pretende homenagear o antigo cônsul português na forma de um túmulo sem corpo, não implicando assim a habitual trasladação para o Panteão Nacional, continuando o corpo no concelho de Carregal do Sal, terra onde nasceu e viveu, preservando a importância cultural e económica que a presença do corpo tem no turismo da região.

Esta foi a primeira iniciativa legislativa apresentada por Joacine Moreira, em 2019, quando ainda representava o partido Livre.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, França, emitiu vistos que salvaram milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo às ordens do então presidente do conselho, António de Oliveira Salazar, que liderava o governo.


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