Homenagem em tempo de pandemia marcou celebração do Dia do Município na Moita

Município da Moita reconhecido a todos os que não pararam em tempo de pandemia e confinamento

Dia do Municipio da Moita - DIÁRIO IMAGEM
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Os tempos actuais não permitem os modelos habituais de comemoração, e exemplo disso é o município da Moita, onde este ano as tradicionais festas sofreram uma enorme adaptação.

Também a sempre presente homenagem a entidades e personalidades do concelho foi substituída este ano por uma homenagem colectiva “porque este ano não está a ser um ano igual a qualquer outro anterior, e é por isso não há homenageados individuais, o que há é o reconhecimento a todos aqueles que garantiram as funções essenciais ao bem-estar da comunidade quando o  nosso  quotidiano  se  alterou radicalmente   e   tantos   se   confinaram” frisou Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, na Cerimónia Pública do Dia do Município.

Ao invés das distinções de outros anos, foi descerrada uma placa por um dos trabalhadores da autarquia, Hélder Silva, “um dos que nunca pararam quando o mundo parou” como frisou Rui Garcia, com a frase «Aos heróis do quotidiano, protagonistas destas terras notáveis do Concelho da Moita», que servirá como legenda a um elemento artístico que será colocado em local a designar no próximo ano.

O autarca relembrou ainda que “o mundo da catástrofe, da guerra e da fome, mudará um dia mas não será por causa de um vírus, porque a transformação social é obra do trabalho de todos, e essa mudança constante terá de ocorrer pela acção e pela vontade dos homens e mulheres que quotidianamente constroem com o seu trabalho a sociedade em que vivem. O mundo é o que fazemos dele.”

E foi esse trabalho de quem não pôde parar ou não o fez voluntariamente, que foi exaltado neste momento de celebração na Moita, pelo presidente da autarquia, que apontou como exemplos os elementos do SNS, das empresas de distribuição e dos serviços camarários, “mas também aqueles que o fizeram por dever e brio profissional como os bombeiros, a rede social, os autarcas, e o movimento associativo”.

Com “os olhos postos no futuro” e com a convicção de que “a pandemia irá passar”, Rui Garcia deixou ainda o aviso de que “os próximos meses continuarão a ser muito exigentes, sendo provável que nos meses de outono e inverno se verifique um aumento do número de casos positivos. Esta perspectiva exige máxima atenção e responsabilidade a todas as instituições.”

Por esse motivo, o autarca deixou ainda o apelo para que “se evite a todo o custo um novo confinamento generalizado, que teria custos tremendos em todos os domínios.

Para isso está em grande medida nas nossas mãos a possibilidade de prevenir e evitar os piores cenários, da responsabilidade colectiva à responsabilidade individual, de cumprir com todas as medidas de prevenção e segurança determinadas pelas Autoridades de Saúde.”

Apesar dos cenários que se avizinham, Rui Garcia sublinhou também que “é necessário igualmente vencer o medo, porque este paralisa o raciocínio, aumenta a vulnerabilidade à mentira e à desinformação, aos curandeiros e aos seus falsos remédios. Aduba o solo em que crescem a xenofobia, o racismo, a demagogia, as tentações antidemocráticas, securitárias ou   mesmo abertamente fascizantes.”

O momento terminou com a interpretação de cinco fados pela fadista Milene Candeias, entre eles o hino da Moita.

Fadista Milene Candeias – DIARIO IMAGEM
Hélder Silva, funcionário da autarquia descerra placa de homenagem – DR – CMMoita
Placa que servirá de legenda à peça artistica – DR – CMMoita
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