Almada

Homem que matou ex-companheira em Almada formalmente acusado de homicídio

- publicidade -

O Ministério Público deduziu acusação, perante tribunal coletivo, contra Cláudio Quintas, arguido indiciado pela prática de um crime de violência doméstica agravado, um crime de violação de domicílio agravado e um crime de homicídio qualificado no Bairro Cor de Rosa, em Almada.

O homem de 34 anos está indiciado de, no relacionamento amoroso que manteve com a vítima, Vera Silva, de 30 anos de idade, lhe chamar nomes, dar-lhe murros, chapadas e pontapés, agarrá-la pelo pescoço, deixando-a normalmente com equimoses e marcas visíveis. Ameaçou-a ainda, dizendo que lhe faria mal, aos seus filhos e ex-marido.

No documento de acusação, a que o Diário do Distrito teve acesso, pode ler-se que «mesmo depois de terminada a relação, o arguido manteve sentimentos de ciúmes e de posse relativamente à vítima, continuando a controlar os seus passos, fazendo-lhe esperas à porta, mesmo contra a vontade desta, entrando na sua residência, telefonando-lhe com frequência, não aceitando o fim da relação.

Chegou a abordá-la por diversas vezes, tendo discutido com a vítima por não aceitar o fim do seu relacionamento nem que aquela andasse com outro homem, ameaçando que a mataria.

Contudo, a vítima, no final de 2018, encetou relacionamento amoroso com outro individuo, o que fez com que o arguido, ao tomar conhecimento de tal facto e movido por ciúmes e sentimento de posse para com a vítima, na noite do dia 11 de Janeiro de 2019, dirigiu-se à residência daquela, decidido a matá-la, e arrombou a porta de entrada.

Já no interior da habitação, dirigiu-se à vítima com murros e pontapés nas pernas, tronco e face, atirando-a contra as paredes, móveis e eletrodomésticos.

O arguido desferiu-lhe ainda pancadas na cabeça, deixando-a inanimada na sala e a sangrar profundamente, abandonando de seguida o local, provocando-lhe lesões que lhe determinaram a morte, vindo a ser depois detido pela Polícia Judiciária e encontrando-se até agora em prisão preventiva.

A vítima deixou dois filhos menores, de seis e nove anos.»

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público de Almada do DIAP da Comarca de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária (Setúbal).

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo