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Guardia Civil descobre coleção particular com 1.090 animais embalsamados, alguns extintos

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A Guardia Civil espanhola descobriu em Bétera a maior coleção particular de animais embalsamados, e uma das maiores da Europa.

A apreensão foi feita no âmbito da operação ‘Valcites’, uma investigação iniciada em Novembro pela Equipa de Proteção da Natureza do Comando da Guarda Civil de Valência após uma denúncia contra um dos filhos do empresário e dirigente desportivo valenciano Ros Casares (falecido em 2014).

A investigação levou os agentes a inspecionar um terreno de 50 mil metros quadrados que abrigava uma casa e dois armazéns, nos quais encontraram os 1.090 exemplares, dos quais 405 pertencem à Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens Cites (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens).

Os agentes depararam com cadeiras de crocodilo, banquetas feitas com patas de elefante e antílopes extintos, num verdadeiro zoológico de animais mortos em Bétera, numa coleção avaliada em 29 milhões de euros pela Guarda Civil.

Na coleção encontravam-se animais de espécies extintas na natureza como o órix dammah (um antílope africano) ou em perigo crítico como o addax, animal incluído na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), uma vez que restam menos de 100 indivíduos no seu habitat natural.

Entre os troféus de caça, destacam-se outros como o tigre-de-bengala, o único felino de pelagem listrada, também em perigo de extinção no seu habitat natural, em zonas da Índia, Nepal ou Birmânia. Uma das principais ameaças a esses animais é justamente o facto de serem caçados para troféus.

Além desses, encontraram ainda animais com diferentes níveis de proteção como a chita, leopardo, leão, lince, urso polar, leopardo da neve, rinoceronte branco, entre outros, e ainda 198 grandes presas de marfim de elefantes, que têm um valor de mercado entre 45.000 e 90.000 euros por quilo.

Após a descoberta, as autoridades aguardam que o filho de Ros Casares apresente a documentação que justifica a posse da enorme coleção de taxidermia na sua propriedade em Bétera e que pode vir a ser acusado pelos crimes de contrabando e contra a protecção de natureza, flora e fauna.

Colaboraram na operação inspectores e técnicos da Unidade Técnica da Sede do Serviço de Protecção da Natureza e membros do Instituto Jurídico e de Ciências Forenses, que graças ao Sistema Integrado de Gestão e Controlo da Qualidade e do Ambiente puderam identificar as espécies protegidas.

A investigação contou ainda com a colaboração da EUROPOL.


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