Grupo ‘Contaminados’ prepara acção popular em Paio Pires devido à poluição da Megasa

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Cartazes, não lavar os carros e ainda a recolha de limalhas e pó negro bem como de vídeos sobre o estado de automóveis, varandas e quintais, são algumas das ações que o grupo de cidadãos ‘Os Contaminados’ (concelho do Seixal) solicitou à população residente nas imediações da Megasa/Siderurgia Nacional durante os próximos dias.

O objectivo é apresentar o material aos elementos do governo que irão visitar as instalações da Megasa no próximo dia 15 de Fevereiro e fazer chegar o material às entidades responsáveis, sobretudo tendo em conta que só este ano o limite de partículas inaláveis diárias já foi ultrapassado durante 15 dias.

Há décadas que a população tem lutado contra os efeitos poluidores da produção na Siderurgia Nacional, com alturas em que o ruído e a emissão de partículas diminuiu, descansando os moradores, também fruto de algumas ações populares em tribunal durante a década de noventa.

Mais recentemente, o aumento da poluição, quer em ruído nocturno, quer com pós negros que se espalham por toda a área circundante, e mais recentemente um misterioso pó branco, levou a população, autarquia e partidos políticos a exigirem uma maior atenção ao problema.

Entretanto, a Quercus já solicitou uma inspeção com carácter de urgência à Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), que decidiu também avançar com uma notificação à Siderurgia Nacional «para a implementação de uma medida cautelar» para o cumprimento das condições da licença ambiental no prazo de sessenta dias.

Por sua vez, a recém-criada Associação da Terra da Morte entregou nos tribunais comuns uma ação popular cível contra a poluição causada pelas empresas localizadas no parque industrial da Siderurgia Nacional.

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