Opinião

Greve à GALP ou à BP?

Uma crónica de Bruno Fialho.

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Desde há uns dias que, num grupo Facebook com quase 500 mil aderentes, os portugueses estão a mostrar um amor próprio, coragem e valentia há muito perdidas, protestando contra o preço abusivo dos combustíveis em Portugal.

Fácil nas redes sociais, mais difícil nas ruas.

Mas, algo me intriga neste protesto virtual: não tivemos há semanas eleições autárquicas onde esses mesmos portugueses e outros podiam ter expressado nas urnas a sua indignação e mostrado um cartão vermelho aos nossos governantes?

Aí sim, se os abstencionistas tivessem ido votar e os que votaram tivessem votado noutros partidos, em particular naqueles que não têm representação parlamentar, tudo seria diferente.

Mas não, infelizmente os portugueses perderam o seu amor próprio, a coragem e a valentia que fizeram de nós donos e senhores do mundo e, nos dias de hoje, aceitam tudo sem protestar a sério ou exigir mudanças de fundo aos nossos carrascos.

E porque é que hoje em dia o nosso povo não tem coragem de lutar contra ditadores, políticos corruptos e injustiças sociais?

Em grande parte, porque a partir de 1999 alguns partidos de extrema-esquerda fundiram-se e começaram, aos poucos, a atacar e tentar destruir os valores nacionais, a cultura e, inclusive, a nossa própria nacionalidade, tentando fazer com que deixemos de ter a identidade que sempre nos caracterizou.

Nós, portugueses, que até somos o único povo ex-colonizador do mundo que é amado por todos os povos que colonizámos e que a maioria desses povos gostaria de perder a sua actual independência para que Portugal voltasse às suas terras e governasse novamente os seus destinos, temos sido atacado por uma dúzia de parasitas que fogem das suas terras, adquirem a nossa nacionalidade e vomitam ódio contra o povo que os acolhe.

Depois, também têm conseguido doutrinar nas escolas que os jovens só devem defender causas que sejam contra tudo aquilo que, no passado, fizeram de Portugal o maior país do mundo.

A partir do momento em que os jovens passam a desprezar o seu próprio país, os “pastores” conseguiram alcançar os seus objectivos, ou seja, conseguiram amansar e guiar a “carneirada”.

A título de exemplo, hoje em dia a polícia não mete respeito a ninguém, pelo contrário, os polícias são humilhados e agredidos, sem que nada aconteça aos delinquentes ou criminosos.

Os juízes, na sua maioria, demonstram que não são aptos para a profissão que escolheram, pois, estão mais interessados em subir na carreira do que aplicar a Justiça ou exigirem alterações profundas à lei. Quando ameaçam com uma greve para conseguirem ter aumentos salariais obscenos e não pela melhoria da Justiça no país, isso diz tudo sobre quem está à frente dessa classe.

As Forças Armadas estão uma vergonha, pois, também estão mais interessados em ganhar dinheiro em missões no estrangeiro do que mostrarem que ainda poderíamos contar com os nossos militares para meter os “jotinhas” e os velhos dos partidos na ordem. Cada vez existem mais oficiais e menos soldados, portanto…

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E como não podemos contar com a Magistratura ou a Polícia ou as Forças Armadas para acabar com esta política corrupta que nos desgoverna, teremos que ser nós, o povo, a fazer algo que demonstre que eles (os políticos de sempre) não mandam no nosso Portugal.

Todavia, neste momento, uma revolução de nada serviria, tal como de pouco ou nada serviu em 1974, porque a maioria dos antigos revolucionários são, hoje em dia, os governantes corruptos do nosso país.

Mas podemos começar por fazer uma revolução contra os aumentos dos combustíveis, colocando os ditadores uns contra os outros.

E como fazer isso, é simples!

A partir de hoje, deixem de colocar combustível na GALP e na BP, uma porque tem na sua administração muitos ex-governantes ou políticos portugueses e outra porque é sediada num país que saiu da União Europeia.

Se fizerem isso, acreditem que estes monstros das gasolineiras irão, eles próprios, baixar o preço dos combustíveis e, a seguir, forçar o Governo a baixar os impostos sobre os mesmos.

Mas como, pode perguntar o leitor?

Se os portugueses se recusarem colocar combustível, durante umas semanas, nestas duas empresas, elas irão baixar os preços dos combustíveis para atrair os mais cobardes, aqueles que se vendem por “30 moedas de prata”.

A partir desse momento, a maioria dos portugueses irá perceber que, se nos unirmos, conseguiremos vencer qualquer “Golias” que nos apareça à frente e as gasolineiras nunca mais terão coragem para concertar preços.

Depois, como os lucros dessas duas empresas serão diminuídos para conseguirem baixar o preço dos combustíveis e, assim, recuperarem a clientela, ainda irão forçar o Governo português a baixar os criminosos impostos que temos vindo a suportar.

Por último, para que estas duas empresas não ousem colocar portugueses contra portugueses e ameaçarem despedir trabalhadores, temos de ter o compromisso que, por cada trabalhador despedido, ficarmos 1 semana sem colocar combustível nas gasolineiras que elas detêm.

Portanto, será que vamos conseguir ser os portugueses de outrora e, com coragem e valentia, fazermos uma greve de combustíveis à GALP ou à BP?


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