Grândola acolhe Encontro da Canção de Protesto em outubro

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) vai promover em Grândola, entre os dias 10 e 13 de outubro, um Encontro da Canção de Protesto, com espetáculos musicais, colóquios, sessões testemunhais, exposições e documentários.

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O Observatório da Canção de Protesto (OCP) vai promover em Grândola, entre os dias 10 e 13 de outubro, um Encontro da Canção de Protesto, com espetáculos musicais, colóquios, sessões testemunhais, exposições e documentários.

O evento contará com a presença de dezenas de figuras relacionadas com o universo da canção de protesto, nomeadamente António Moreira, Arturo Reguera, Carlos Moreira, Eduardo Paes Mamede, Filipe Sambado, Francisco Fanhais, Hugo Castro, João Carlos Callixto, João Lóio, João Madeira, Joaquim Vieira, José Fortes, Luís Galrito, Manuel Freire, Mário Correia, Miguel Almeida, Napoleão Mira, Nuno Pacheco, Pedro Boléo, Ricardo Andrade, Salwa Castelo-Branco, Samuel Quedas, Soraia Simões, Tino Flores e Viriato Teles.

O encontro inicia-se, no dia 10, com a mostra de capas de discos de vinil representativas da produção discográfica editada em Portugal entre 1960 e 1979, da coleção privada de Hugo Castro.

A exposição será inaugurada às 18:00 horas, no Cineteatro Grandolense, seguindo-se, às 21:30 horas, no mesmo local, a exibição do documentário «A cantiga era uma arma», de Joaquim Vieira, sobre o papel da canção antes e durante o período revolucionário português.

No dia 11 de outubro, às 21h30, Luís Galrito apresentará em Grândola, no Cinegranadeiro, o seu mais recente disco, «Menino do Sonho Pintado». Num diálogo permanente entre palavra, música e imagem, estarão ainda em palco Napoleão Mira, João Nunes (guitarra), Filipa Teles (coros), Gabriel Costa (guitarra-baixo), Luís Melgueira (percussões) e João Espada (arte visual e sonoplastia).

Antes, às 21h00, haverá um momento dedicado à poesia, com os alunos do Agrupamento de Escolas de Grândola, que vão procurar, através da leitura, dar resposta às inquietações do poeta Eugénio de Andrade: «É urgente destruir certas palavras / ódio, solidão, crueldade.»

No dia 12, o Cineteatro acolherá, ao longo do dia, um conjunto de sessões testemunhais dedicadas ao universo da canção de protesto e, durante a noite, no mesmo espaço, a partir das 21h30, decorrerá a apresentação de um espetáculo inédito designado «Uma mão cheia de Abril», com a atuação dos músicos Francisco Fanhais, João Lóio, Manuel Freire, Tino Flores e Samuel Quedas.

O Encontro da Canção de Protesto de 2019 encerra no domingo, dia 13 de outubro, com um espetáculo dedicado a canções de resistência portuguesas executado pela Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, a apresentação do novo sítio em rede do Observatório da Canção de Protesto, um encontro-colóquio com a participação de alguns membros do Conselho Consultivo do Observatório da Canção de Protesto e um momento de Cante Alentejano, pelo Grupo Coral Etnográfico Vila Morena.

A entrada é gratuita em todas as iniciativas.

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