Governo reforça apoio financeiro para o combate à discriminação

Cerca de uma dezena de organizações LGBTI foram recebidas esta quarta-feira na Presidência de Conselho de Ministros, em Lisboa

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JAC | Diário Imagem
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A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, presidiu esta tarde à cerimónia onde foram assinados os contratos de apoio financeiro que o Governo vai dar às atividades, projetos e ações que visem combater a discriminação oela orientação sexual e identidade de género.

Entre as associações e organizações presentes estavam a ILGA, a Rede Ex Aequo e a Ação pela Identidade.

Rosa Monteiro recebeu os representantes das associações na Presidência do Conselho de Ministros, referindo-se ao dia de hoje como “um dia feliz”.

A governante reiterou o “compromisso de concretizar este plano de ação” em diferentes áreas da sociedade, como na saúde, nas escolas e no trabalho.

“Estamos a trabalhar de forma articulada com os diferentes setores governativos”, referiu Rosa Monteiro, no sentido de combater “as diversas formas de discriminação”.

Educação e Saúde: uma intervenção “urgente”

Rita Monteiro disse que está em curso a “elaboração de um guia orientador” para as escolas, um sector com “necessidade de urgência na intervenção”.

“As situações que nos vão chegando confirmam a necessidade desta urgência e também da intervenção de profissionais de saúde”, referiu a Secretária de Estado.

No âmbito da Saúde, Rita Monteiro também vê uma necessidade de se realizar “um trabalho concreto”, especialmente com pessoas trans e intersexo, mas também com toda a comunidade LGBTI.

Apelo às autarquias

A governante apelou às associações presentes nesta cerimónia para “estabelecerem pontos de contactos” com as autarquias. Para Rita Monteiro, os planos dos governos locais têm de “abranger planos específicos” para a não-discriminação.

Um reforço financeiro de mais 20 mil euros

O apoio financeiro para estas organizações foi reforçado este ano, tendo aumentado de 30 para 50 mil euros, sendo que cada projeto poderá receber até um máximo de 8 mil euros.

No passado, este apoio não era exclusivo para as associações LGBTI, mas atualmente apenas as organizações deste tipo poderão usufruir dele.

Com este aumento nas áreas de intervenção, Rita Monteiro referiu que espera que haja “jovens mais capacitados para a mudança”, famílias mais despertas, postar na formação de “técnicos de apoio” às vítimas e optimizar “os mecanismos de apoio e denúncia”.

A Secretária de Estado terminou a agradecer o apoio que estas organizações oferecem relativamente à promoção dos direitos e condições de vida de pessoas LGBTI.

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