Nacional

Governo afirma que foram já atribuídas quase 250 mil primeiras doses da vacina

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O ministro da Administração Interna afirmou que foram atribuídas até hoje às 13:00 quase 250 mil primeiras doses da vacina contra a covid-19 e mais de 53 mil segundas doses, havendo 71.600 profissionais de saúde já vacinados.

Estes dados foram avançados por Eduardo Cabrita na Assembleia da República, antes de ter sido aprovado por larga maioria o pedido de autorização de renovação do Estado de Emergência por mais de 15 dias, até 14 de fevereiro, para permitir medidas de contenção da covid-19.

De acordo com os dados do executivo, até às 13:00 de hoje, “foram já atribuídas 249.337 primeiras doses e 53.652 segundas doses de vacinas”.

“Este processo não é secreto e traduz um grande envolvimento que tem como prioridade clara os profissionais de saúde, dos quais 71.600 já foram vacinados. As pessoas que estão nos lares e seus profissionais foram vacinados na ordem dos 165 mil”, referiu o membro do Governo.

Neste ponto, o ministro da Administração Interna lançou um ataque às forças políticas de direita, que têm criticado a atuação do Governo ao nível do plano de vacinação.

“A direita, que aqui no parlamento veio criticar o programa de vacinação, quem é que ia deixar para trás? Eram as pessoas dos lares, os profissionais de saúde?”, questionou.

Eduardo Cabrita desafiou então PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal a darem “uma resposta clara sobre o que defendem quanto ao programa de vacinação”.

“Um programa que agora vai avançar para os bombeiros, para as pessoas com comorbilidades e com mais de 80 anos”, declarou Eduardo Cabrita, antes de deixar um apelo: “Em situação de emergência nacional, não é tempo para a demagogia”.

Logo na abertura da sua intervenção, o ministro da Administração Interna fez fortes críticas à atuação das forças da oposição no parlamento, dizendo que o país “atravessa uma situação particularmente crítica, o que torna escandalosa toda a demagogia e aproveitamento populista da tragédia global que se vive”.

“Se registo como positivo que uma vez mais a declaração de estado de emergência seja aprovada por mais de 90% dos deputados, numa decisão que mobiliza todos os órgãos de soberania, não posso deixar de lamentar esta forma como a direita está a acompanhar este debate”, apontou.

Para Eduardo Cabrita, a direita política atua “a meio caminho entre a amnésia e o espírito de comentador de futebol às segundas-feiras – o comentador que à segunda-feira sabe sempre tudo o que correu mal no jogo de domingo”.

“Quando se exige sentido de responsabilidade e coesão nacional, somos confrontados com a amnésia daqueles que ainda há duas ou três semanas estavam a pôr em causa a abertura dos restaurantes só durante as manhãs de fim de semana”, referiu.

Depois, o ministro da Administração Interna dirigiu-se ao presidente do PSD, Rui Rio, acusando o líder social-democrata de ter defendido que a “restauração e o comércio em geral deveriam estar abertos pelo menos até às 15:00”.

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“É muito estranho aqueles que hoje, aqui, que antes colocavam em causa a limitação de contactos, agora questionam a razão de no período do Natal não se terem adotados medidas diferentes. Esquecem-se que não há memória que algum desses tenha defendido mais restrições, quer no Natal, quer há duas ou três semanas”, acrescentou.

Na sua intervenção no debate, Rui Rio já tinha rejeitado ter defendido a abertura dos restaurantes para lá das 13:00: “Procurar alijar as suas responsabilidades, repetindo, até ser verdade, a mentira de que o PSD defendeu a abertura dos restaurantes para lá das 13 horas, é, no mínimo, um ato de ingratidão perante quem até hoje se esforçou por cooperar e, até, por poupar nas críticas a quem já há muito as merece”, disse.

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