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GNR e bombeiros ilibados no incêndio que matou 73 animais em Santo Tirso

População acusava militares de impedir acesso aos abrigos na serra da Agrela.

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Já são conhecidas as conclusões do inquérito aberto pela Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) à ação das autoridades durante o incêndio no canil da serra da Agrela, em Santo Tirso, em julho deste ano.

A 18 de julho, as chamas consumiram dois abrigos de animais e mataram 69 cães e quatro gatos. Na sequência do incêndio, a revolta de populares foi partilhada nas redes sociais e os internautas criticaram a atuação dos militares da GNR, que foram acusados de impedir o acesso aos abrigos para salvar os animais.

Na altura, a GNR esclareceu que quando foi impedido o acesso ao espaço, o fogo já tinha sido apagado. No dia seguinte, 19 de julho, a GNR revelou em comunicado que “durante a fase de rescaldo do incêndio, durante a madrugada, diversos populares pretenderam aceder ao terreno, situação para a qual a Guarda foi alertada pela proprietária do terreno. Pelo facto de, àquela hora, já não existir urgência, uma vez que a situação estava já a ser tratada pelas entidades competentes e por se tratar de propriedade privada, os militares da Guarda impediram os populares de aceder ao espaço”.

Na sequência das falhas apontadas, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ordenou a abertura de um inquérito. O Jornal de Notícias revela que o relatório conclui “não haver indícios da prática de qualquer infração disciplinar por parte dos guardas da GNR e dos agentes da Proteção Civil no incêndio na serra da Agrela”.

Em julho, a autarquia de Santo Tirso abriu um processo disciplinar ao veterinário municipal e suspendeu-o de funções, mas os resultados dessa ação ainda não são conhecidos.

O relatório final da IGAI será agora entregue à Procuradoria-Geral da República.

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