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Fronteiras vão estar sob controlo durante a Páscoa

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O Primeiro-Ministro agradeceu hoje aos portugueses pelos esforços que estão a fazer “e pela forna como todos têm conseguido viver este momento de excepção”, dando como exemplo o retiro voluntário de Marcelo Rebelo de Sousa, e salientou também “a grande corrente de solidariedade que os portugueses manifestaram ontem aos profissionais de saúde”.

Acerca das reuniões com o presidente do Governo de Espanha, explicou que “a seguir à reunião na UE os nossos ministros irão decidir as medidas de restrição nas fronteiras marítimas, terrestres e aéreas, à circulação para turismo e lazer, durante pelo menos um mês e cobrindo a época da Páscoa, mas mantendo o transporte de mercadorias” lembrando ainda que “amanhã de manhã haverá uma reunião com os ministros da Administração Interna e da Saúde da UE para discutir o encerramento das fronteiras”.

António Costa garantiu que “o que se passou de um cruzeiro não ter atracado em Lisboa e ter ido a Espanha, entrando os seus passageiros por autocarro em Portugal, não voltará a acontecer”.

Outro assunto que debatido foi o possível aumento das restrições aos direitos e liberdades dos portugueses “e temos analisado com as forças de segurança a situação, e não há registo de resistência dos portugueses ao que foi decretado, embora

“Este é um momento duradouro e por isso não podemos adoptar todas as medidas ao mesmo tempo, para evitar o cansaço das pessoas”, sobre os pedidos de partidos políticos para implementar o «Estado de Emergência», frisando que “é fundamental que os agricultores continuem a plantar, que as fábricas possam continuar a produzir os bens essenciais, que seja recolhido o lixo, que os transportes possam funcionar, que os profissionais de comunicação social continuem a trabalhar e por isso temos de garantir o nível de produtividade para todos.

O «Estado de Emergência» permite uma suspensão bastante extensa dos direitos liberdades e garantias, e neste caso o que poderia estar em causa era a liberdade de circulação mas o retorno que temos das forças de autoridade é que não tem havido resistência às ordens e que não precisam desse reforço.”

Para o primeiro-ministro, este estado só será activado em caso de necessidade “ou caso Presidente da República assim o entenda, mas apenas em situação de incumprimento generalizado e de falta de civismo das pessoas, mas acredito que não será necessário porque vivemos numa sociedade democrática e devemos manter todos os direitos”.

Outro apelo que António Costa deixou foi dirigido aos jovens “para que evitem os grandes grupos, porque também eles estão em risco de contrair a doença e a transmitirem”.

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