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Fim do estado de emergência alarma peritos em saúde

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O Presidente da República e o primeiro-ministro reuniram ontem com vários peritos em saúde, e uma das conclusões que estes apresentaram a António Costa foi o receio para que o risco de contágio de covid-19 aumente em Maio, com a abertura da economia e o progressivo levantamento das medidas de restrição.

Os epidemiologistas temem que a pandemia venha a ter uma segunda onda de contágio e que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tenha meios para conseguir dar resposta nessa altura, correndo sérios riscos de entrar em rutura quando se atingir um total de quatro mil cidadãos hospitalizados com a doença.

Os dados apresentados na reunião indicam que neste momento, Portugal tem um número médio de contágios causados por pessoa infetada, o chamado R0, superior ao registado na Dinamarca, Noruega e República Checa, que já começaram a levantar as medidas de restrição.

Segundo o modelo internacional, Portugal tem um R0 de 0,94, o que compara com 0,7/0,8 naqueles três países referidos, mas, usando o modelo nacional, o R0 é de 1,04, tendo aumentado face ao registado há duas semanas, embora o número de mortos e hospitalizados tenha vindo a cair em Portugal.

Com o R0 abaixo de 1, a doença tenderá a extinguir-se entre a população, mas os especialistas alertam também que a partir do momento em que forem levantadas as restrições, é necessário acompanhar todas as semanas a evolução do contágio do novo coronavírus, de forma a ter uma noção da tendência de evolução da doença.

Em caso disso, aconselham a que seja novamente aplicado o estado de emergência e o consequente isolamento social.

Após o anúncio de Marcelo Rebelo de Sousa de levantar o estado de emergência às 23h59 de 2 de maio, o Governo pondera declarar o estado de calamidade em todo o país e assim permitir a abertura das actividades económicas de forma progressiva.

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