Insólito

Filmes de animação valorizam diversidade cultural. Mas e as dobragens?

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No filme «A Princesa e o Sapo», Ana Vieira e Nayma Mingas foram a voz de Tiana e Angélico Vieira deu voz às canções do Príncipe Naveen, interpretado por Paulo Vintém.

Sara Tavares cantou como Esmeralda, a jovem cigana de «O corcunda de Notre Damme».

Já a índia Pocahontas foi dobrada em português por Manuela Couto e a heroína chinesa Mulan, teve a sua voz repartida por Carla de Sá e cantada por Anabela Pires, com Carlos Macedo e Telmo Miranda a interpretarem o Capitão Li Shang.

Por sua vez Rui Unas foi o ‘Óscar’ da «Turma dos Tubarões», e Luz Fonseca foi a jovem haitiana Vaiana, auxiliada pelo deus Maui, na voz de Pedro Bargado.

Todas estas são personagens dos filmes de animação para os mais novos com características culturais diferentes das habituais personagens europeias.

Vem isto a propósito da polémica que o novo filme da Pixar Animation Studios está a causar em Portugal.

‘Soul – Uma aventura com alma’ conta a história de Joe Gardner, um professor de música do ensino básico que tem a oportunidade da sua vida para tocar no melhor clube de jazz da cidade. Mas um contratempo leva-o das ruas de Nova Iorque à Grande Ante-vida, um sítio fantástico onde as novas almas ganham personalidade, características e interesses, antes de irem para a Terra.

Nada de extraordinário para mais uma história animada, não fosse este o primeiro filme da Pixar a apresentar um protagonista afro-americano. E por isso conta com a voz de Jamie Foxx.

Em Portugal, a voz de Joe Gardner é dobrada por Jorge Mourato, actor e comediante o que, entendem os signatários de uma petição online lançada hoje, não corresponde ao «propósito assumido de querer retratar a cultura musical e a comunidade afro-americana» que o filme pretende.

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