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Filho de seis anos de Matay disse-lhe: “Papá, não quero ser preto”. Cantor admite que “sangrou por todo o lado”

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Matay esteve ontem à conversa com Manuel Luís Goucha e falou sobre a reação do filho à própria cor da pele.

“O que é que se sente quando um filho se chega ao pé de um pai e diz: ‘papá, não quero ser preto’?”, perguntou Goucha a respeito de uma revelação do cantor.

“É duro, mas ao mesmo tempo tentamos não dar ênfase a essa situação”, admitindo que ficou destroçado: “Sangrei por todo o lado. Parece que o corpo rebenta“.

“Quando pensamos nisto como uma forma de vida, e é, é assim que nós aprendemos a viver, com o peso daquilo que é a cor da nossa pele, e perceber que… bolas, com cinco anos ele já tem de fazer este caminho“.

“Tentei mostrar-lhe que não há nada de errado. Não há mal nenhum em tu teres a cor igual à do papá. Nós somos pretos e com orgulho”.

Matay mostrou ao filho que não há motivos para não gostar da sua cor: “Aquilo que eu pretendo fazer com o meu filho primeiro é deixá-lo descontraído sobre este assunto e depois dar-lhe formação para ele conseguir responder a estas situações”.

O artista diz que percebe o filo, pois sentiu esse sentimento na pele quando foi vítima de racismo: “Matay é nome de preto, preto das barracas“, uma frase que ouviu na escola e à qual a professora reagiu com um sorriso. 

A pergunta do filho de seis anos é fruto do racismo que sofre: “Estava a ser humilhado e pior do que isso, era tudo normal”.”Isto é duro e ainda hoje é duro. E hoje é o meu filho a passar por isto”.

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