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Festivais de música com quebras de 1,6 mil milhões de euros

Associação Portuguesa de Festivais prevê uma “avalanche” num setor que gera muita riqueza para a economia do País e diz que já estão a ser dispensados trabalhadores de empresas que compõem o setor dos festivais.

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Em 2019 o impacto do setor foi avaliado em 2 mil milhões de euros, este ano o impacto não deve de ultrapassar os cerca de 400 mil euros, logo a quebra vai chegar aos 1,6 mil milhões de euros, uma quebra de cerca de 80%, como prevê a associação que gere o setor.

O setor mais prejudicado é o dos transportes que geram muita receita e que devido à pandemia vão geram menos de 1,7 mil milhões de euros. Já a receita dos bilhetes é equivalente a 2 milhões de euros, faz parte dos 10 por cento da riqueza gerada pela indústria.

A APORFEST afirmou ontem que 20 por cento dos trabalhadores já foram dispensados e que já existe pobreza em todo o setor. Existem bandas que não conseguem aguentar a pressão da pandemia e estão a desistir, para além de empresas de segurança, pessoal gestor de plateia entre outros.

Uma fonte ligada à paroquia de Pinhal Novo disse ao Diário do Distrito que muitos profissionais do setor têm procurado a loja solidária há procura de alimentos, para além de alguns trabalhadores desses festivais, o espaço é procurado também por artistas de circo.

Os festivais estão proibidos até ao fim deste mês pela Direção-Geral da Saúde, exceto com lugares marcados e definidos com regras pela DGS. Os promotores acusam as autoridades de saúde de bloquearem um setor com a imposição de plateias abaixo dos 70 por cento, inviabilizando as margens de lucro.

Os grandes festivais foram todos adiados para o próximo ano e esperam recuperar já em 2021 a perda que tiveram em 2020.

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