Festa do Avante!

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Em pleno estado de emergência, vários foram os promotores de festivais de música que reuniram com o Primeiro Ministro para discutir a sua realização em 2020. No entanto, nessa mesma reunião não vimos representado a Festa do Avante!. Com a impossibilidade da realização de festivais de verão, que me parece ser totalmente legítima, o PCP e o seu “grande ato político, cultural, de festa, de música, arte”, nas palavras de Jerónimo de Sousa, não deu sinais de vir a ser cancelado.

Ora, durante o estado de emergência, estava mais do que visto que não existiam condições para a realização dos festivais de música, mas mais uma vez o PCP não quis abrir mão do seu festival. Então e agora? Quando o vírus ainda assusta, quando nos é recomendado manter o distanciamento social, quando muitos são os trabalhadores que continuam em teletrabalho e quando muitas pessoas ainda não conseguem estar junto das suas famílias? Parece-me que ainda não estão reunidas as condições necessárias para a realização da Festa do Avante!, mas o que é certo é que, até ao momento, podemos esperar que no primeiro fim de semana de setembro, este festival se venha a efetuar.

Para além do quão absurdo isto já me possa parecer, chegam-nos notícias de que a Câmara Municipal do Seixal paga horas extraordinárias a funcionários da autarquia para que estes assegurem o controlo de tráfego durante o fim de semana do festival. Esses mesmos trabalhadores são contratados enquanto pintores, serralheiros, jardineiros, bem como assistentes técnicos e administrativos, como forma de justificar estes gastos adicionais. Já me parecia no mínimo intrigante esta realidade antes da pandemia, mas com o seu surgimento, este sentimento intensificou-se. Onde estão os apoios para os jovens e para os mais necessitados? Onde está o investimento real no concelho do Seixal? Em vez disso, a Autarquia prefere despender o seu dinheiro no pagamento de horas extraordinárias para a Festa do Avante! e em autocarros para as manifestações do 1º de Maio.

Sendo assim, parece-me completamente despropositada a realização deste festival, quer pelas questões práticas relacionadas com a COVID-19, nomeadamente os ajuntamentos e a utilização de instalações sanitárias, quer pelo desrespeito que o mesmo representa por todos aqueles que se esforçaram e continuam a esforçar para manter o controlo da pandemia.

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