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FENPROF teme que as escolas se tornem”num dos principais fatores de propagação da Covid-19″

FENPROF) acusa o Governo de ser irresponsável por não reforçar as medidas de prevenção e segurança sanitária nas escolas.

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A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) emitiu hoje uma nota onde acusa o Governo de ser irresponsável por não reforçar as medidas de prevenção e segurança sanitária nas escolas, e teme que as escolas se tornem “num dos principais fatores de propagação da Covid-19”.

“Por razões de ordem educacional e, também, social e económica, as escolas terão de se manter abertas. Mas é irresponsável da parte do Governo e inaceitável para as comunidades educativas que, neste quadro epidemiológico agravado, as medidas de prevenção e segurança sanitária não sejam reforçadas, não haja coerência nos procedimentos decididos pelas autoridades de saúde e se mantenha uma prática marcada pela falta de clareza”, pode ler-se no comunicado.

A FENPROF exige que sejam aplicadas as seguintes medidas:

  • Nas salas de aula seja garantido o distanciamento adequado a observar em espaços fechados e não, apenas, os centímetros possíveis que resultam das normas impostas pelo Ministério da Educação;
  • Sejam constituídos pequenos grupos, com a divisão das turmas, não sendo permitida a constituição de grupos com alunos de diferentes turmas, quer em determinadas disciplinas, quer em atividades de ocupação de tempos livres, incluindo AEC;
  • As escolas possam contratar, de imediato, os assistentes operacionais que, neste contexto tão exigente, são necessários para assegurar os níveis indispensáveis de limpeza, desinfeção e segurança, nos exatos termos preconizados pela Direção-Geral da Saúde;
  • Haja um reforço de equipamentos de proteção individual, não só em quantidade, como qualidade e diversidade;
  • Perante a existência de casos de infeção, todos os contactos próximos, que partilharam espaços na escola, sejam testados;
  • Exista um protocolo que confira coerência e clareza aos procedimentos a adotar face a situações que surjam nas escolas, sendo incompreensível a disparidade dos que têm sido adotados para situações semelhantes. Devem ser publicadas e divulgadas regras objetivas, adaptadas à atual evolução da pandemia, como defende, por exemplo, a Ordem dos Médicos para situações e eventos, em relação aos quais reclama medidas de contenção e prevenção mais rigorosas;
  • Seja divulgado e atualizado um mapa das escolas onde existem casos ativos de Covid-19, com indicação do número e dos procedimentos adotados.

Posto isto, “a FENPROF insiste na necessidade de haver uma estratégia de informação e comunicação clara sobre o que se passa nas escolas, pois : o que combate o alarmismo é a transparência; o que combate o boato é a informação; o que combate o medo é o conhecimento; o que combate a insegurança é o esclarecimento e a divulgação de um mapa global de casos; o que combate a confusão é a existência de um protocolo claro que faça corresponder medidas semelhantes a situações idênticas.

Prosseguir numa prática de encobrimento provoca desconfiança, insegurança e faz aumentar o risco, pelo que a FENPROF continuará a denunciar e combater tal prática, exigindo clareza e coerência”, sublinhou.

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