Atualidade

FENPROF alerta para professores em teletrabalho não terem apoio para filhos

- publicidade -

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) alertou esta quinta-feira para a situação dos professores com filhos menores de 12 anos que estão impedidos de beneficiar de qualquer apoio e acompanhamento das crianças porque estão em teletrabalho, e acusam o Governo de ter conhecimento deste problema quase há um ano.

O ensino à distância recomeça na próxima segunda-feira, e os professores em teletrabalho estão «impossibilitados de beneficiar de qualquer medida de apoio e acompanhamento de filhos menores de 12 anos, e por não fazerem parte do grupo de trabalhadores de serviços essenciais, os professores também não podem recorrer às creches e escolas de acolhimento.

A Federação sindical enviou um comunicado a vários dirigentes políticos a quem pede que encontrem uma «solução urgente» para o problema que vai afetar «o normal desenvolvimento da atividade profissional com impacto negativo nos alunos e nas suas aprendizagens, já de si muito condicionadas pelo ensino a distância».

A Fenprof recorda que o horário dos professores obedece a uma organização que não é flexível, «porque a atividade prevista para determinada hora não pode ser adiada ou antecipada, de acordo com os ritmos e as necessidades dos filhos dos professores, muitas vezes manifestadas no momento em que decorre atividade síncrona e o docente se encontra em contacto visual e sonoro com as suas turmas».

Numa lista de criticas, a Fenprof lamenta que o ensino à distância seja feito mais uma fez sem «que tivessem sido resolvidos muitos dos principais problemas que, de há dez meses a esta parte, são conhecidos» e que passam pela entrega dos computadores, «a esmagadora maioria dos computadores, prometidos para setembro, por agora, está adiada para o final de março».

Em relação aos docentes, apontam a falta de condições de trabalho no modelo de ensino à distância e a compensação dos docentes que foram obrigados a utilizar os seus recursos pessoais, que, em muitos casos, tiveram de adquirir, por não terem sido assumidas as obrigações legais pela entidade empregadora, seja pública ou privada.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui