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FENPROF acusa Governo de não garantir segurança para início das aulas

A FENPROF responsabilizou o Ministério da Educação pela abertura do ano escolar, em regime presencial, sem assegurar as condições de segurança sanitária sobre a covid19

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A FENPROF responsabilizou hoje o Ministério da Educação pela abertura do ano escolar, em regime presencial, sem alegadamente ter assegurado as condições de segurança sanitária necessárias nos estabelecimentos de ensino.

Segundo Mário Nogueira, «as condições que se exigem para uma abertura das escolas não foram criadas.

O Governo perdeu dois meses, julho e agosto, para poder melhorar as medidas sanitárias, cumprindo as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), mas algumas das medidas que vão ser implementadas não cumprem as normas da DGS.

A abertura do ano lectivo devia ser acompanhada de medidas rigorosas que garantam que essa possibilidade é reduzida ao máximo», criticou o dirigente sindical.

O secretário-geral da Fenprof, intervinha numa sessão na Escola Básica do 1.º Ciclo Solum Sul, em Coimbra, com a presença de professores e jornalistas, e considerou que «o ensino presencial é essencial para devolver alguma normalidade às escolas, já que recorrer ao ensino remoto, outra vez, seria trágico para alunos, professores e pessoal auxiliar».

Mário Nogueira voltou a defender, por exemplo, que o Ministério da Educação deveria ter efetuado “um rastreio à covid-19 a toda a comunidade escolar, prévio ao início das atividades letivas e o Governo devia ter articulado com os municípios a sua realização, de acordo com o ‘Plano para a abertura segura do ano letivo 2020-2021 em regime presencial’. proposto pelo secretariado nacional da Fenprof, no dia 30 de julho.

«Não há rastreio, não há distanciamento, não há pequenos grupos de alunos e também falta pessoal. O Ministério da Educação esteve dois meses a dormir.»

Mário Nogueira disse que, na sexta-feira, a Fenprof voltou a pedir uma reunião com o Ministério para analisar estes problemas, depois de nos últimos meses ter feito várias vezes a mesma solicitação sem sucesso.

Idêntico pedido foi dirigido à DGS, por oito vezes, mas a organização não obteve resposta.

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