Opinião

Fatos e Vinho

Uma crónica de João Paulo Alves.

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Notícia o Observador que Portugal para a presidência europeia já gastou 8 milhões de euros em ajustes diretos, sendo que alguns destes fundos foram atribuídos a empresas com pouco mais que 2 semanas de existência.

O reconhecido jornal europeu Político, critica o governo português por gastar dinheiros públicos numa presidência fantasma em despesas referentes a encontros presenciais que não se vislumbra que ocorram num futuro próximo.

A porta-voz da presidência portuguesa da UE, Alexandra Carreira tentou justificar estes gastos:

“Não podemos simplesmente descartar a possibilidade de serem realizados encontros presenciais no futuro próximo”, disse.

A este respeito faço minhas as palavras de Susana Coroado, presidente da Transparência e Integridade:

“Mas há fatos especiais? Mas os motoristas não tinham fatos? São motoristas do Estado? São motoristas contratados a empresas privadas nesta altura porque poderá haver eventualmente um excesso trabalho e funções. Nós não sabemos. Falta de justificação de despesas”

O jornal Político vai mais longe e questiona a ética dos patrocínios da presidência Portuguesa em especial, por parte da Navigator que tem por tradição empregar nos seus quadros vários nomes da política portuguesa.

Com tantos portugueses e empresas portuguesas em dificuldade neste momento, o governo não criou concursos públicos, que poderiam ajudar muitas empresas e famílias e distribuir estes fundos de uma forma mais justa, utilizou-se mais uma vez o ajuste direto, beneficiando empresas recém-criadas.
 

O governo continua a gastar o dinheiro dos contribuintes de uma forma sobranceira, num registo que demonstra que mais vale parecer do que ser.

Enquanto presidente do Eurogrupo o Ministro das Finanças Holandesas, Jeroen Dijsselbloem foi muito criticado pela seguinte declaração: “Durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afetados pela crise. Como social-democrata, atribuo à solidariedade uma importância excecional. Contudo, quem pede [ajuda] também tem obrigações. Não posso gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e pedir-te que me ajudes”, afirmou.

O Governo Português está a gastar o dinheiro dos portugueses em fatos e vinho.

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