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Família do Barreiro sem apoios corre o risco de ficar sem casa

Os casos de necessidade são cada vez maiores e a fome escondida vive mesmo ao lado da nossa porta. São histórias que nos sensibilizam e alertam para o facto de este ser um problema cada vez mais generalizado depois da pandemia e com a inflação ao nível de há 30 anos. Um destes casos difíceis encontra-se no Barreiro e envolve uma mãe sozinha com dois filhos (um deles pequeno, com apenas 9 anos).

O filho mais velho usou as redes sociais para alertar para o grave problema que a família enfrenta. Este alerta levou a alguns comentários menos positivos. Algumas pessoas que conhecem este caso costumam ajudar, mas muita coisa é necessária. Para proteger as suas identidades, vamos chamar a mãe desta família de Maria e ao filho Ricardo. A situação desta família com o passar dos meses está cada vez pior.

«Temos de entregar esta casa até fevereiro pois o senhorio quer vender», diz esta mãe de família que pediu ajuda a assistente social para resolver esta situação, mas até ao momento não obteve resposta. Se forem obrigados a sair da casa onde vivem não tem para onde ir e neste momento não sabem o que fazer. «Em relação a casa, o senhorio alegou que vai precisar para um familiar, mas já arranjou a de baixo para vender e a minha de cima provavelmente vai ser igual», conta.

Uma foto tirada pelo filho a pedir ajuda nas redes sociais

Família conta com poucos apoios estatais e será expulsa de casa

Os únicos rendimentos que esta família tem é o RSI, mas a mãe pretende arranjar PSI (Prestação Social para a Inclusão) devido a ter ficado com 91% de incapacidade devido a um acidente de aviação que deixou sequelas permanentes. O acidente fez com que estivesse 8 meses internada. Este dinheiro serve para pagar as principais contas, mas pouco resta para o dia-a-dia. «Tudo demora e nada é fácil», lamenta o filho, Ricardo.

«Se depender da assistente social vamos viver para a rua», afirma Maria. Um proprietário não poderá acionar o despejo de um morador simplesmente por que deseja reaver o imóvel de volta. Isto segundo a lei do arrendamento. O tempo passa e as dificuldades continuam. A pobreza galopa em todos os estratos sociais no distrito de Setúbal. Muitos municípios, incluindo o de Sesimbra, têm programas de apoio financeiro (e não só) para famílias em situação de carência.

A nível alimentar, para além de algumas ajudas de privados que tem obtido, vão buscar um pequeno cabaz alimentar. Isto porque abrem o frigorífico e este está vazio. «Uma vez por mês dão leite, marmelada, bolachas ou legumes congelados. Dão cada vez menos», conta Maria. Cada vez mais pessoas procuram ajuda alimentar. O Banco Alimentar costuma ser um dos principais apoios destes agregados.

Esta família também recebia ajuda da Refood do Barreiro, mas devido a uma grande quantidade de pessoas em espera foram retirados. Para equilibrar as contas, por vezes vende rifinhas (com um custo de apenas 1 euro) onde presenteia o vencedor com um perfume ou outro pequeno mimo.

Quem puder e quiser ajudar esta família pode entrar em contato para o email: margaridaa0911@gmail.com


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